segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O AZUL DA VIRGEM

Resenha por Mara Carvalho

Título: o azul da Virgem
Autora: Tracy  Chevalier
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2007
Páginas: 352

Apreciação: 3/5

Resenha:
  
O livro alterna passado e presente com o foco em duas mulheres, no passado em Isabella du Moulin e no presente em Ella Turner.

Isabella, uma menina ruiva de olhos claros que viveu na França no século VI. Num dia o sol incide sobre uma pintura do nicho da porta onde será colocada a imagem da Virgem e reflete nos cabelos de Isabella que vai ficando  ruivo, os mesmos ruivos dos cabelos da Santa. Todos fizeram uma ligação com os cabelos da menina que passou a ser chamada de La Rousse  (a ruiva).

Entretanto, em dado momento da história, o Calvinismo torna-se a religião dominante e Isabella passa a ser perseguida por ser considerada uma feiticeira.

Séculos depois Ella Turner, americana, muda-se para França junto ao marido Rick. Após procurar bastante escolhe uma pequena e aconchegante cidade  morar. Mas nada de paz naquele lugar, ela começa a ter pesadelos estranhos e decide então procurar conhecer a história de seu passado.

Vários personagens acompanham este desvendar da história como: Etienne Tornier, Jean Paul, Mousieur Jourdain e  Mathilde.

O livro tinha tudo para ser bem interessante, mas me pareceu um pouco confuso e a busca de Ella pelo passado às vezes pareciam sem sentido, o que justifica a nota de apreciação do livro.

Mesmo assim acho válida a sua leitura, afinal, gosto é pessoal.


Boa leitura!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O PRIMO BASÍLIO

Resenha por João de Carvalho

Título: O Primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
Editora: Martin Claret
Ano: 2005
Páginas: 406

Apreciação: 5/5

Resenha:
  
Eça de Queirós, 1845-1900, é um autor Português da corrente literária realista, sendo esta obra a melhor deste período que, segundo os autores do ensino médio brasileiro, abrange três fases bem distintas:

“ Prosas Bárbaras, O Crime do Padre Amaro e A Cidade e as Serras”. Há autores que consideram Eça como naturalista, prefiro realista. Há uma ligação muito forte, entre este autor e o Brasil, porque seu avô e seu pai eram brasileiros. Foi advogado, cônsul, colunista do jornal Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, fortalecendo assim seus laços literários com o Brasil.

O livro, ora em comentário, data de 1878, sendo muito lido em nossos dias e porque tem um enredo  atual, cujo conteúdo agrada aos leitores modernos, pois traz um tema de interesse coletivo, sempre com um olhar mais racional, objetivo e crítico, denunciando aspectos negativos da sociedade portuguesa.

 “O Primo Basílio narra a história de Luísa e seu envolvimento adúltero com o primo. Moça romântica e sonhadora idealiza o amor e espera encontrar no seu cotidiano as aventuras que lê nos romances. Casada com o engenheiro Jorge, Luísa fica entediada com sua vida prosaica e torna-se presa fácil do primo conquistador. A relação dos dois é descoberta pela empregada da jovem Luísa, que adoece, acabando por falecer” (Literatura Brasileira, Maria Luísa e Marcela Pontara, página 387).

O tempo é cronológico. O Foco com narrador onisciente. O Espaço: Lisboa, Paris e Alentejo. Uma expressiva e viva crítica ao casamento e  aos costumes . Sobressai o triângulo amoroso: Jorge, Luísa e Basílio. Há um  filme brasileiro sobre este livro, com um bom elenco!

ENFIM, realismo e objetividade marcam os traços mais característicos do projeto literário e realístico da sociedade portuguesa, na pena ferina de Eça de Queirós, com uma crítica severa.

É uma leitura oportuna e forte. Livro muito indicado para os vestibulares!


Recomendo  sua leitura quer pela linguagem, quer pelo conteúdo, quer pela clara visão de época.

sábado, 7 de outubro de 2017

BELGRAVIA

Resenha por Mara Carvalho

Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 432

Pontuação: 5/5

Resenha:

Um livro maravilhoso!!!  Não esperava nada menos do  incrível escritor Julian Fellowes, autor de Downton Abbey.

Inicia com a história de amor entre Sophia Trenchard e Edmund Brockenhurst (lorde Bellasis). Ela filha de um rico comerciante e ele herdeiro de um nobre.

O enredo se desenrola a partir de 1840 em Londres. Dá para imaginar quantos problemas eles terão de enfrentar, já que na época a aristocracia era muito rigorosa ao que se refere a casamentos entre pessoas de classes sociais diferentes.

A trama inicia em Bruxelas, no momento em que acontece um confronto com Napoleão Bonaparte, a Batalha de Waterloo.

A trama dá um salto de 20 anos e retorna em Londres, quando vários segredos serão desvendados. 

Um romance histórico cheio de reviravoltas, segredos e escândalos prestes a acontecer.

Vários personagens fazem parte desta trama como: Caroline Brockenhurst, Peregrine Brockenhurst, Anne Trenchard, James Trenchard, Oliver Trenchard, Susan Trenchard, John Bellasis, Charles Pope, lady Grey entre outros.

A história é muito envolvente e de leitura fácil, nem parece ter mais de 400 páginas.

Recomendo!!!


Boa leitura!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

ESPUMAS FLUTUANTES

Resenha por João de Carvalho

Título: Espumas Flutuantes
Autor: Castro Alves
Editora: Martin Claret
Ano:  (escrito em 1870)
Edição: 2005
Páginas: 188

Pontuação: 5/5

Resenha:


Antônio de Castro Alves (1847-1871), viveu 24 anos, filho de pai médico e mãe de talento musical. Aos 13 anos tomava parte nos saraus literários. Semeava, na visão de Ebion de Lima, nos jornais, os seus versos, fazendo muitas vezes delirar o público. Este monumento humano jovem foi destruído pela tuberculose, também vítima de um acidente: o disparo de uma arma no seu pé.

Literariamente, a gente vê as duas grandes faces de seu estro poético:

a)      Épica – seus poemas foram comparados como “um incêndio em marcha”.

b) Lírica – suas poesias são voluptuosas, sua alma uma flor. Seu estilo, predileto dos moços, sendo sua poesia recoberta de grande brilho, plena de antíteses e apóstrofes. A linguagem moderna poderia qualificá-lo como “um poeta atômico”, tal a sua força expressiva.

b)       Na prosa, escreveu o drama: “Gonzaga” ou “A Revolução de Minas”. Na poesia, é notável  “O Navio Negreiro”.

Neste livro, Espumas Flutuantes, o poeta fez de sua lírica e sensibilidade uma arma contra as injustiças sociais. Era ele defensor do Condoreirismo (a vertente social da poesia romântica) e consequentemente da poesia com engajamento social. Seus versos passaram a representar a voz dos oprimidos de seu tempo: os escravos! Além de apoiar a independência da Pátria”. Eis, os versos em que apostrofa a Deus: - “Deus, onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes?”

Neste livro destacamos os poemas: - “O livro e a América, Os três amores, O vôo do gênio, Adormecida, Onde estás, O coração, As duas flores, Os perfumes, A uma atriz, Canção do boêmio, Quando eu morrer, É tarde, As trevas, Dalila, O coração, À uma estrangeira, Boa noite, As duas ilhas ”.

 “Como as espumas flutuantes levam, boiando nas solidões marinhas, a lágrima saudosa do marujo, possam elas levar uma lembrança de mim às nossas plagas.” - Para avaliá-lo é preciso ler “Espumas Flutuantes”, com 54 poemas deste poeta cuja “alma era ao mesmo tempo uma flama e uma flor”. A glória o perseguia, nem ele a desdenhava!

Recomendo a leitura desta obra, publicada em 1870, que traz a data de cada poema. “Sua inspiração e compulsão para a poesia eram de total genialidade”.

Boa leitura!


terça-feira, 26 de setembro de 2017

O QUINZE

Resenha por João de Carvalho

Título: O Quinze
Autora: Rachel de Queiroz
Editora: José Olympio Editora S.A.
Edição: 41ª
Páginas: 112

Apreciação:  5/5

Resenha:

Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, aos 17 de novembro de 1910. Seus pais fogem da seca em 1917, com a família, para o Rio de Janeiro, depois para Belém do Pará e em seguida para Fortaleza. Ali Rachel de Queiroz formou-se Normalista, aos 15 anos de idade. Depois, como Jornalista, em 1930, escreve seu romance “O Quinze”, naturalmente relembrando-se da “Seca” mais severa do Nordeste brasileiro, em 1915. Daí o nome do livro. O mundo social da época se agita com este livro pequeno, profundamente realista, escrito com tanto sentimento que, em alguns trechos, parece pura poesia! A crítica da época recebeu a primeira edição com entusiasmo. Conquistou  em 1931o prêmio da Fundação Graça Aranha ( José Pereira de Graça Aranha, autor do livro “Canaã” ). Outros prêmios surgiram referentes à sua profícua bibliografia.

O livro “O Quinze”, que eu li em poucas horas, constante de 112 páginas, foi a 41ª edição, símbolo de sua extraordinária aceitação e prestígio no universo literário brasileiro. É um romance realista com temática social, criado e escrito para destacar a família de Chico Bento e o amor entre Vicente e a professora Conceição, com um final inesperado.

O conteúdo da obra é a fuga da cruel seca de 1915, pelo casal e filhos.

A linguagem é natural, coloquial, regionalista, por isso muito atraente e de fácil entendimento.

Os personagens principais são: Chico Bento e Cordulina; Vicente e Conceição; Inácia.

A narração é feita em terceira pessoa.

A fome causa episódios tristes na fuga da família de Chico.

No livro, encontra-se o comentário do grande escritor Jorge Amado que escreveu ter lido, relido e mergulhado nesta obra da notável escritora Rachel.

Em suma, é uma leitura atraente, fácil entendimento, com uma história familiar, em fuga da fome e da seca, e que mantém o leitor muito interessado.

Gostei e recomendo, com entusiasmo, porque vale à pena conhecê-lo, nos seus mínimos detalhes.

Boa leitura!


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A GRANDE MULHER NUA

Resenha por João de Carvalho

Título: A grande mulher nua
Autor: Luís Fernando Veríssimo
Editora: José Olympio
Ano: 1976
Edição: 2ª
Páginas: 149

Apreciação: 5/5
  
Resenha:

É um livro composto por 56 crônicas plenas de humor inteligente. É, na verdade, o cotidiano recuperado com graça, leveza, mordacidade, perspicácia e talento. Após cada conto, aparecem seus cartuns ou charges, com rápidos e expressivos desenhos a bico de pena, ou seja, diretos e inteligentes. 

O humor é uma característica marcante do escritor, jovem à época, início da década de 70. As crônicas são curtas, bem elaboradas, com assuntos variados, entre as quais seleciono: Conheça seu candidato, Herói juvenil, O louva-a-Deus, Remorso, Os frutos do ócio, A coisa, Euforia, Mundo de papel, A grande mulher nua.

Destaco parte do comentário que dele fez o crítico e comentarista Antônio Carlos Hohlfedt: “Luís Fernando tanto maneja a pena de escrever como a de desenhar. É isso, sobretudo que fascina nele. Com simplicidade extraordinária ele transforma uma simples crônica de futebol em uma aguda visão universal.
É um grande senhor das frases bem feitas, atuais e substanciosas”.

Depois deste livro de sua mocidade literária – com ênfase para crônicas atualíssimas – a produção de novos e variados livros surgiram da mente, da pena deste notável escritor moderno.

Pessoalmente muito me agradou esse livro, reflexo de sua juventude, e com convicção recomendo sua leitura que é pura crônica, que marcou o início da vida literária do agradável e atual escritor Luís Fernando Veríssimo.

Boa leitura!


terça-feira, 19 de setembro de 2017

OLGA

Resenha por João de Carvalho

Título: OLGA
Autor: Fernando Morais
Editora: Companhia das letras
1ª publicação: 1985
Páginas: 312

Apreciação:  5/5

Resenha:

Olga nasceu em Munique. Mulher de Luís Carlos Prestes que o governo Vargas entregou, grávida, à Gestapo. Ela havia entrado aos 15 anos para o Grupo Schwabub – Grupo Comunista clandestino, tornando-se ativa militante do regime. Foi presa no Brasil, por ordem expressa do capitão Filinto Müller  (Senador brasileiro que  morreu em julho de 1973, em Orly, na França, em um desastre aéreo).

A história desta mulher é repleta de espionagem, luta, paixão, violência, compondo, segundo o autor, uma vibrante história de amor e intolerância. 

Olga ficou presa até 1942, na Alemanha de Hitler, quando foi levada para a Câmara de Gás, onde morreu. Sua filha, que nasceu em campo de concentração, foi entregue à mãe de Prestes e, criada por ela. Antes de morrer, porém, Olga deixara uma carta de despedida para sua filha e marido, cujo conteúdo está inteiro, neste livro, às fls. 293/294.

Atualmente, Olga Benário dá nome a ruas de 07 cidades e a 91 escolas, fábricas e brigadas operárias da República Democrata Alemã. 

Observem o que a Crítica disse de Olga, na contracapa interna do livro de Fernando Morais

1-Um romance de verdade com aventuras reais (Rubem Braga, TV Globo);
2-Uma fascinante história de amor (Ricardo Setti, Playboy); 
3-Mal comecei a ler o livro e fiquei encantada (Martha Suplicy-TV Globo); 
4-É extremamente emocionante e bem escrito. Se não fosse uma história real, poderia ser lido como um romance (Ruy Castro – Folha de São Paulo); 
5-Um livro extraordinário. Um belo trabalho de pesquisador e de repórter (Moacir Werneck – Jornal do Brasil); 
6-Só agora a fascinante história de Olga é contada de verdade para nós e de forma apaixonada (Marília Gabriela – TV Bandeirantes); 
7-Nos últimos tempos, o livro que mais me interessou foi Olga, que considero notável. Li com paixão (Gérard Lebrun – Jornal da Tarde)

O livro contém várias ilustrações fotográficas do casal Olga e Prestes, focalizando momentos especiais de suas vidas agitadas, até quando foram presos. 

Leitura vibrante de uma história fidedigna. 

Livro pesquisa! Leitura atraente, escrita pelo mineiro Marianense , Fernando Morais. 



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

VOLÚPIA DE VELUDO

Resenha por Mara Carvalho

Título: Volúpia de veludo
Volume 3 da Série: “As Modistas”
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Ano:  2017
Página: 320

Apreciação: 5/5

Resenha:

O terceiro livro da série é muito interessante e conta a história de Leone Noirot, a ruiva e  última das irmãs.

A série conta a história de 3 irmãs: Marcelline, Sophia e Leoni. Filhas de um casal de caloteiros: Catherine DeLucey e Edward Noirot.

Agora já com as 2 irmãs m ais velhas muito bem casadas, o trabalho ficou sob a responsabilidade de Leone. Não que as outras tenham abandonado a loja, mas cada uma tinha se afastado temporariamente por motivos pessoais.

Leone é a mais racional das três, ela adora fazer o seu trabalho e a ela restou a incumbência de administrar o negócio.

Mas um lindo homem surge em sua vida, o marquês de Lisburne, entretanto na vida dela o ateliê está sempre em primeiro, segundo e terceiro lugar.

Nesta temporada londrina quem está fazendo companhia para Clara Fairfax é  sua prima lady Gladys. Ela é a nova conquista da Maison Noirot e vai dar muito trabalho para todas.

Um livro leve, rápido de ler e muito gostoso. Adorei!

Há cenas Hot, mas não é tão explicito quanto outras autoras.

Boa leitura!

Ordem  de  leitura  da série:
Volume 3: Volúpia de veludo
Volume 3: Romance entre rendas

domingo, 10 de setembro de 2017

ESCÂNDALOS DE CETIM

Resenha por Mara Carvalho

Título: Escândalos de cetim
Volume 2 da Série: “As Modistas”
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Ano:  2016
Página: 272

Apreciação: 5/5

Resenha:

O segundo livro da série é muito lindo e conta a história de Sophia Noirot, a única loira das 3 irmãs.

Como eu havia dito na resenha do primeiro livro, a série conta a história de 3 irmãs: Marcelline, Sophia e Leoni. Filhas de um casal de caloteiros: Catherine DeLucey e Edward Noirot.

Mesmo com uma das irmãs muito bem casada, com o duque de Clevedon, elas continuam com a mesma dedicação à loja, a Maison Noirot, na verdade elas eram apaixonadas pelo que faziam.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A MÃO E A LUVA

Resenha por João de Carvalho

Título: A Mão e a Luva
Autor: Machado de Assis
Editora: Martim Claret
Ano: 2005
Páginas: 141

Apreciação: 5/5

Resenha:

O título é uma bela e solene metáfora que encerra um romance, cujo desfecho realiza duas vontades alicerçadas no amor de marido e mulher. A razão mais doce desse amor, baseada na confiança e nas qualidades do pretendente, é que a descoberta do amor verdadeiro, que se deságua no casamento, é conduzida com perfeição pelo autor, profundo conhecedor da alma apaixonada.

Impera sobretudo a força de vontade da mulher, Guiomar, que entre três admiradores escolhe, com base na razão, seu verdadeiro amor. Entre três pretendentes, apenas um lhe toca o coração feminino. Dois são descartados com categoria e elegância, contrariando as opiniões de duas senhoras, hábeis na sugestão de conquista amorosa, mas que queriam apenas um casamento arranjado, sem o amor consciente de Guiomar. Daí o título “A mão e a luva”. O verdadeiro amor venceu a disputa pelo feliz enlace.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

BANQUETE COM OS DEUSES

Resenha por João de Carvalho

Título: Banquete com os deuses
Autor: Luis Fernando Veríssimo
Editora: Objetiva
Ano: 2003
Páginas: 228

Apreciação:  5/5

Resenha:


O autor deste livro de crônicas é Luis Fernando Veríssimo, um dos mais conhecidos e respeitados autores da literatura contemporânea. Suas obras estão sendo relançadas pela Editora Objetiva, com esta sequência intitulada “Coleção Ver!ssimo: As aventuras que os homens contam, A mesa voadora, Comédias para ler na escola, Sexo na cabeça, Todas as histórias do analistas de Bagé”.

Eis aqui, como a Editora aprecia e apresenta Banquete com os deuses. Louco por cinema, música e literatura, Veríssimo nos convida a partilhar deste banquete – uma seleta sequência de textos, escritos ao longo de vinte anos, em que analisa algumas de suas paixões culturais!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

DOS DELITOS E DAS PENAS

Resenha por João de Carvalho

Título: Dos delitos e das penas
Autor: Césare Beccaria
Editora: Martin Claret
Editora Afiliada: ABDR
Ano: 2005
Páginas: 132

Apreciação: 5/5

Resenha:

Césare Bonesana, marquês de Beccaria, 1738-1791, aos vinte e seis anos começou a escrever o seu primeiro livro, com o título acima, no qual “Ele critica brechas do sistema penal de seu tempo para arbítrios dos juízes, em razão de leis imprecisas e arcaicas. Isso ele fez em nome da humanidade, da razão e do sentimento. Sofreu campanha infamante por parte de seus adversários”.  Como advogado inteligente e hábil, a tudo venceu com ousadia e sabedoria.

O fato é que sua obra teve repercussão extraordinária em todo o mundo. É citado por todos nós, advogados amantes do júri, pela beleza, clareza e objetividade de seus comentários jurídicos.

sábado, 19 de agosto de 2017

O CASTELO DE PAPEL

Resenha por Mara Carvalho

Título: O Castelo de Papel
Autora: Mary del Priore
Editora: Rocco
Edição: 2013
Páginas: 317

Apreciação: 5/5

Resenha:

Um livro com informações  históricas somado a leveza de um romance.

A autora nos apresenta princesa Isabel, filha de D. Pedro II e o encontro com o futuro marido Gastão, o Conde D’Eu. Os fatos ocorrem no segundo Reinado.

O livro conta como era o relacionamento entre o casal, o desejo de ter filhos e a dificuldade de Isabel para engravidar. Narra muitos fatos  e viagens através das cartas entre Isabel e o Pai, entre Isabel e o marido, entre Isabel e sua preceptora: Condessa de Barral, e  entre o Conde d”Eu e o pai, o Duque de Néumors.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

1984

Resenha por João de Carvalho

Título: 1984 
Autor: George Orwell (Eric Arthur Blair) 
Editoras: Cia. Das Letras / Saraiva 
ano de publicação da obra: 1949 
Páginas: 416 

Apreciação: 5/5 

Resenha:

1984 – Este é o título do livro escrito por George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, jornalista, ensaísta, nascido na Índia em 1903, filho de pai britânico, onde se projetou como notável escritor. Na Índia serviu na polícia do Imperador, onde viu a pressão dos militares ingleses em seu domínio no estrangeiro. Na Inglaterra ele combateu ferozmente o totalitarismo em florescência, através de seu livro-mensagem, traduzido em mais de 65 países. 

Esta obra, 1984, que inicialmente seria chamada de “O último homem da Europa”, trata de uma das piores formas de governo vigente à época: o totalitarismo. Uma verdadeira Mazela política. Aliás, o autor já denunciara isto no seu livro “A Revolução dos Bichos”, revelando seu senso de liberdade e justiça.