domingo, 3 de dezembro de 2017

CONFESS

Resenha por Lívia Alves
Título: Confess
Autora: Colleen Hoover  
Editora: Atria Books
Ano de edição: 2015
Nº de Páginas: 320
Apreciação: 5/5
Resenha:
Auburn  é uma garota de 20 que já sofreu muito e ainda sofre! Ela tem seus segredos, mas não os revela, não por medo e sim por vergonha. 

Owen ele é simplesmente o homem perfeito, também tem seus segredos, mas também os mantém por vergonha e medo de perder a pessoa que ama.  Ele é um artista e o nome do seu estúdio é Confess, onde tem uma abertura para as pessoas fazerem confissões anônimas, qualquer confissão qualquer segredo, e é baseado nessas confissões que ele faz seus quadros.

O livro foi totalmente escrito no ponto de vista de ambos os personagens, o que o deixou mais real. Você no começo pode até achar que os segredos deles são bobagens, mas com o tempo  descobre que eles possuem algo muito mais forte que tanto os atrai, como também os afasta.

É um livro para quem acredita em coincidências, destinos, finais felizes e acima de tudo acredita no amor.

E eu confesso (risos) que Collen Hoover me fez chorar e me emocionar mais uma vez.

Boa leitura!!!

Sinopse: "Auburn Reed tem toda a sua vida traçada. Seus objetivos são à vista e não há espaço para erros. Mas quando ela entra em um estúdio de arte em Dallas em busca de um emprego, ela não esperava desenvolver uma profunda atração para o artista enigmático que trabalha lá, Owen Gentry. Pela primeira vez, Auburn assume um risco e coloca seu coração no controle, apenas para descobrir que Owen está guardando grandes segredos. A magnitude de seu passado ameaça destruir tudo que é importante para Auburn, e a única maneira de colocar sua vida de volta nos trilhos é cortar Owen fora dela. A última coisa Owen quer é perder Auburn, mas ele não consegue convencê-la de que a verdade às vezes é tão subjetiva quanto a arte. Tudo o que ele teria de fazer para salvar seu relacionamento é confessar. Mas, neste caso, a confissão poderia ser muito mais destrutiva do que o pecado em si."

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CASA DE PENSÃO


Resenha por João de Carvalho


Título: Casa de Pensão
Autor: Aluísio de Azevedo
Editora: Martin& Claret
Páginas: 334
Gênero: Romance

Pontuação: 5/5

Resenha:

Aluísio de Azevedo (1857/1913), maranhense que faleceu na Argentina é o autor deste Livro, sendo um dos melhores e maiores autores do Naturalismo, corrente que deu sequência ao Realismo. A narrativa é marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados em que se valoriza o coletivo, como em “O Cortiço”, “Casa de Pensão” e “O Mulato”, seus maiores e mais conhecidos romances. O romance Naturalista   leva o realismo às últimas consequências. Com esta obra foi o primeiro escritor das “massas”.

Parece-me que Aluísio inspirou-se, para escrever este romance saboroso e convincente, no fato verídico chamado “Questão Capistrano”, que abalou o Rio de Janeiro, também numa pensão, com a morte de João Capistrano, amante de Júlia. Em “Casa de Pensão”, João Coqueiro e sua esposa Madame Brizard atraem Amâncio para a pensão deles, com a finalidade de se casar com Amélia, irmã do proprietário da pensão, e, também, tomar-lhe o dinheiro. Foi um jogo sórdido, vergonhoso e mau porque acaba-se com a monte de Amâncio assassinado, após ser acusado de seduzir Amélia. Pois bem, o assassino João Coqueiro é julgado e absolvido alegando que Amâncio seduzira Amélia. Este fato teve grande repercussão entre os leitores, porque Coqueiro foi rejeitado pelo povo. O autor baseou-se em fato real para escrever o livro, com Amâncio, na personagem central, marcado pela fatalidade. Os personagens é que dão vida ao tema; com uma linguagem padrão da época. O autor abusa da “Apossínclise” que é a colocação abusada dos pronomes oblíquos. Atualizando o fato, o nosso Código Penal por muitos anos consagrou a “legítima defesa da honra”, ou seja, o mesmo argumento alegado por João Coqueiro, a favor da irmã, sendo ele absolvido.

É, portanto um romance realista com desenlace no Naturalismo porque o público fica chocado com a sexualidade explícita dos textos naturalistas. Romance escrito em 3ª pessoa dá força à uma linguagem descritiva impiedosa, na busca da realidade dos fatos. Bom e atraente romance, cujo conteúdo é uma realidade Naturalista.


Recomendo. Boa Leitura! 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O HINO DA CABOCLA

                           
  














                                    (Junqueira Freire)

Sou Índia, sou virgem, sou linda, sou débil
— É quanto vós outros, ó tapes, dizeis!
Sabei bravos tapes, que sei com destreza
Cravar minhas setas nos peitos dos reis!

Sabei que não canto somente prazeres,
Sabei que não gemo somente de amores,
Sabei que nem sempre vagueio nos bosques,
Sabei que nem sempre me adorno de flores.

Meus lábios não beijam os lábios do amante,
Meus lábios combatem tirânicas leis:
Meus lábios são como trovões estupendos,
Que cospem coriscos na face dos reis!

Quem viu-me nas liças, quem viu-me covarde
Aos silvos da flecha, quem viu-me escorar? 
Eu sou como a onça, pequena e valente,
Eu sei os perigos da guerra afrontar!

Enchi meus carcases de agudas taquaras,
Que iguais na floresta jamais achareis;
E dessas taquaras fatais é que pendem
As vidas infames de todos os reis.

Sou Índia, não nego: meu finos cabelos,
Qual juba ferina, bem longos que são!
Porém esse peito, que férvido pulsa,
É másculo, ó tapes, ou é de um leão!

Meu ânimo, ó tapes, aqui vos conjuro,
Bem cedo meu ânimo ardente vereis;
Que eu já me preparo coas setas melhores
Que saibam cravar-se no peito dos reis;

Eu tenho cingidos na fronte, ó guerreiros,
Seis dentes de chefes de inimigas coortes:
Na paz os meus dedos desfiam amores,
Na guerra o meus dedos disparam mil mortes.

Sou Índia, sou virgem, sou débil, sou fraca,
— Só isso vós, tapes injustos, dizeis:
Sabei bravos tapes, que sei com destreza
Cravar minhas setas no peito dos reis.

Comentário  por  Simone Carvalho

- Poesia lindíssima, que fala de uma Índia dos Tapes, que se apresenta como corajosa defensora de ideias (...meus lábios combatem tirânicas leis...).
- colocando-se como guerreira que usa com destreza suas armas contra os soberanos maldosos que os perseguem. (...Que eu já me preparo coas setas melhores que saibam cravar-se nos peitos dos reis...)
- Ela é uma linda índia, sim, mas não aceita só esses elogios dos homens de sua tribo. Quer ser reconhecida como a mulher forte que defende com unhas e dentes sua gente! (...Na paz os meus dedos desfiam amores, na guerra os meus dedos disparam mil mortes...).  


Caboclo origina-se de caâ, mato, e boc, procedente: caaboc, tirado do mato: é, pois, o índio, antes de ampliar o sentido à fusão do indígena com o branco. O povo do interior diz de preferência caboco.
Tapes — indígenas do Sul.
Carcases – são bolsas próprias para carregar flechas.
Liças –as liças eram paliçadas de madeira que rodeavam os castelos, as fortalezas, impedindo o acesso a elas. Taquaras – É uma planta tipo bambu, que servia para fazer flechas.

SOBRE O AUTOR: JUNQUEIRA FREIRE –(31/12/1832 - 24/06/1855). 
Luís José Junqueira Freire foi um poeta brasileiro nascido em Salvador, Bahia. Sua obra lírica divide-se em religiosa, amorosa, filosófica, popular e alguma poesia social, de tom declamatório, precursora de Castro Alves. Participou da segunda geração romântica. Viveu apenas 23 anos.
Publicado no livro Obras Póstumas (1868*).
Poema integrante da série Contradições Poéticas.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

LIÇÕES DA SENZALA

Resenha por João de Carvalho

Título: LIÇÕES DA SENZALA
Autora: Maria Nazareth Dória (psicógrafa)
Editora: Lúmen Editorial Ltda.
Edição: 2ª
Ano: 2006
Páginas: 204

Apreciação: 5/5
  
Resenha:

É um romance psicografado por Maria Nazareth Dória, a médium espírita, sergipana da Aldeia de Canhoba.

Estudou em Aracaju, foi alta funcionária da Petrobras, onde se aposentou. Hoje, ela se dedica à uma Instituição sem fins lucrativos, com apoio de profissionais formados em diversas profissões. Atua também ministrando palestras e cursos sobre a doutrina espírita, sempre exercendo a mediunidade, como de fato demonstra na elaboração deste livro “Lições da Senzala” pelo espírito Luís Fernando (Pai Miguel de Angola).

Psicografar é escrever o que dita o espírito. Psicografia é a obra e psicógrafa é a escritora!

O sumário desta obra, mui bem elaborado, se compõe de XXII capítulos, em que a psicógrafa segue uma linha ascendente de assuntos atraentes, vivos, ordenados e emocionantes, desde sua família até a recompensa final. Destaca-se o episódio familiar de um incesto.

Os capítulos apresentam sequência bem concatenada de assuntos, que realmente atraem a atenção do leitor, com uma linguagem expositiva em alto nível, mostrando a verdade crua e nua da escravidão.

Por exemplo, no capítulo “Navio Negreiro” a gente enxerga a atrocidade de homens sem compaixão com tratamento e atitudes horripilantes.

No capítulo “A Cama Maldita” vê-se a brutalidade do novo senhorio e seus capangas de sentimentos mórbidos desenfreados, capazes de qualquer ação perversa.

Mas a lei do Retorno existiu para eles e poderá existir para todos nós.
É preciso ter cuidado com a liberdade recebida de Deus, recomendava Luís Fernando / Miguel. Afinal a vida é um mistério muito grande. É um segredo de Deus, conduzido pelo ser humano. Merece respeito, dignidade, boa convivência e muito amor.

Leia e verá esta obra rica de ensinamentos, apesar dos sofrimentos.


Boa leitura!

sábado, 4 de novembro de 2017

A ÚLTIMA PEÇA

Resenha por Lívia Alves 

Título: a última Peça

Título: a última peça
Autora: Karina Heid
Editora: Independente
Ano de edição: 2016
Páginas: 239

Apreciação:  5/5

Resenha:

É um livro em que sem perceber você se envolve e fica difícil largar a história antes de chegar ao final. Você sente na pele os sentimentos confusos de Bia e os que afloram em João Pedro, ou melhor, reacendem, pois nunca deixou de existir. Esse é um livro muito intenso, cheio de emoções e faz você se apaixonar bem rápido por esse amor adolescente que mesmo depois de tanto tempo ainda resiste. 

O final me deixou aliviada e triste ao mesmo tempo por saber que ia ter que deixar esses personagens tão maravilhosos. Conflitos, mal-entendidos e decisões que foram tomadas vão fazer você rir, chorar e se emocionar. 

Boa leitura!!!

Sinopse: O que nos faz saltar sobre o desconhecido? Aceitar riscos e acreditar que podemos voar? Anos atrás, João Pedro e Bia saltaram. Eles se conheceram aos 14, namoraram sete anos e há outros sete tentam se esquecer. Um ascendeu na carreira, mudou de cidade e de nome, e acredita ter deixado os fantasmas para trás. O outro teve que aprender a viver sem suas memórias, inteiramente apagadas pela queda. Anos depois Pedro e Bia voltam a se encontrar. Ela procura emprego na editora onde ele trabalha, sem saber que quem a entrevista é seu ex-amor. O que deveria ser um encontro hostil torna-se uma série de mal-entendidos, e eles acabam se reaproximando. Mas como perdoar tudo que fizeram ao outro, se apenas um deles se lembra dos fatos? Como lidar com sentimentos que ressurgem desordenados, que nos fazem questionar quanto de nossa essência vive a despeito da memória? A Última Peça é uma história sobre um universo que privilegia quem ama muito, e sempre. É sobre abraços que recolocam a vida no lugar e devolvem a esperança em dias melhores. É, principalmente, a prova de que a vida é escrita por muitas mãos, e que sempre temos a chance de reeditá-la. Quem pode afirmar que saltos são prenúncios de tragédia, que tragédias acontecem sem propósito e que por amor não ganhamos asas? Se a vida lhe desse uma segunda chance, você saltaria?


terça-feira, 31 de outubro de 2017

O LIVRO DOS MANUAIS

Resenha por João de Carvalho

Título: O Livro dos Manuais
Autor: Paulo Coelho de Souza
Editora: Brmalls
Ano: 2008
Páginas: 111


Apreciação: 4/5
 
Resenha:
 
Paulo Coelho de Souza é carioca, nascido aos 24/08/1947, portanto, atualmente com 70 anos, teve sua biografia escrita por Fernando Morais. Trabalhou, ao longo de sua vida como ator, diretor de textos, redator de jornal. Como escritor, suas obras têm grande aceitação no Mercado. É membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 21. Suas obras foram traduzidas, segundo a mídia, para 73 idiomas. Seu melhor livro em minha opinião é “O Alquimista”. É um autor vivo que certamente tem ainda muita coisa a oferecer no setor literatura. 

Destaco hoje: O Livro Dos Manuais, que apresenta uma série de pensamentos, bem variados, nesta sequência, resumidamente:
 
1 – Convenção dos feridos por amor; 
2 – O Guerreiro da luz e sua busca; 
3 – Estatutos do século XXI; 
4 – Manual da arte da espada; 
5 – Manual para conservar caminhos; 
6 – Manual de argumentos; 
7 – Manual para homens entenderem o comportamento feminino; 
8 – Manual de Júlia; 
9 – A crise profissional; 
10 – Manual para viajar de verdade; 
11 – Os dez passos da busca espiritual; 
12 – Manual para lidar com o tempo; 
13 – O guerreiro da luz e da renúncia; 
14 - Carlos Castañeda e a linguagem sagrada; 
15 – Manual para ser aceito na sociedade.
 
Como um guia prático para a vida é muito versátil, útil e bem escrito. Vejam alguns pensamentos:
“- Nós, os homens, amamos as mulheres porque elas ainda se acham adolescentes mesmo depois que envelhecem. - Todos os homens são diferentes. E devem fazer o possível para continuar sendo. – Em uma festa, somos capazes de escanear o salão em menos de um minuto, e saber quem nos interessa. – Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história. – O caminho começa em uma encruzilhada. Ali você pode parar e pensar em que direção seguir.”
 
É um livro que, através de pensamentos bem elaborados, levanta a autoestima. 

Boa Leitura!
 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

OS INOVADORES

Resenha por João de Carvalho

Título: Os Inovadores.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 505

Apreciação: 4/5
Resenha:
É uma biografia da revolução digital pelo computador e pela internet, que são duas das mais importantes invenções de nosso tempo. Foram criadas de maneira colaborativa e não solitariamente, como as descobertas de Edison, Bell e Morse. Foi um verdadeiro trabalho em equipe, apesar de viverem em tempos diferentes.
“A história do mundo, dizia Thomas Carbyle, não é mais do que a biografia dos grandes homens. Quando se fala em inovação, na era digital, entram em cena várias forças pessoais culturais e históricas. A colaboração que criou a era digital não ocorreu apenas em contemporâneos, mas também entre gerações”.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O AZUL DA VIRGEM

Resenha por Mara Carvalho

Título: o azul da Virgem
Autora: Tracy  Chevalier
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2007
Páginas: 352

Apreciação: 3/5

Resenha:
  
O livro alterna passado e presente com o foco em duas mulheres, no passado em Isabella du Moulin e no presente em Ella Turner.

Isabella, uma menina ruiva de olhos claros que viveu na França no século VI. Num dia o sol incide sobre uma pintura do nicho da porta onde será colocada a imagem da Virgem e reflete nos cabelos de Isabella que vai ficando  ruivo, os mesmos ruivos dos cabelos da Santa. Todos fizeram uma ligação com os cabelos da menina que passou a ser chamada de La Rousse  (a ruiva).

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O PRIMO BASÍLIO

Resenha por João de Carvalho

Título: O Primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
Editora: Martin Claret
Ano: 2005
Páginas: 406

Apreciação: 5/5

Resenha:
  
Eça de Queirós, 1845-1900, é um autor Português da corrente literária realista, sendo esta obra a melhor deste período que, segundo os autores do ensino médio brasileiro, abrange três fases bem distintas:

“ Prosas Bárbaras, O Crime do Padre Amaro e A Cidade e as Serras”. Há autores que consideram Eça como naturalista, prefiro realista. Há uma ligação muito forte, entre este autor e o Brasil, porque seu avô e seu pai eram brasileiros. Foi advogado, cônsul, colunista do jornal Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, fortalecendo assim seus laços literários com o Brasil.

sábado, 7 de outubro de 2017

BELGRAVIA

Resenha por Mara Carvalho

Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 432

Pontuação: 5/5

Resenha:

Um livro maravilhoso!!!  Não esperava nada menos do  incrível escritor Julian Fellowes, autor de Downton Abbey.

Inicia com a história de amor entre Sophia Trenchard e Edmund Brockenhurst (lorde Bellasis). Ela filha de um rico comerciante e ele herdeiro de um nobre.

O enredo se desenrola a partir de 1840 em Londres. Dá para imaginar quantos problemas eles terão de enfrentar, já que na época a aristocracia era muito rigorosa ao que se refere a casamentos entre pessoas de classes sociais diferentes.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

ESPUMAS FLUTUANTES

Resenha por João de Carvalho

Título: Espumas Flutuantes
Autor: Castro Alves
Editora: Martin Claret
Ano:  (escrito em 1870)
Edição: 2005
Páginas: 188

Pontuação: 5/5

Resenha:


Antônio de Castro Alves (1847-1871), viveu 24 anos, filho de pai médico e mãe de talento musical. Aos 13 anos tomava parte nos saraus literários. Semeava, na visão de Ebion de Lima, nos jornais, os seus versos, fazendo muitas vezes delirar o público. Este monumento humano jovem foi destruído pela tuberculose, também vítima de um acidente: o disparo de uma arma no seu pé.

Literariamente, a gente vê as duas grandes faces de seu estro poético:

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O QUINZE

Resenha por João de Carvalho

Título: O Quinze
Autora: Rachel de Queiroz
Editora: José Olympio Editora S.A.
Edição: 41ª
Páginas: 112

Apreciação:  5/5

Resenha:

Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, aos 17 de novembro de 1910. Seus pais fogem da seca em 1917, com a família, para o Rio de Janeiro, depois para Belém do Pará e em seguida para Fortaleza. Ali Rachel de Queiroz formou-se Normalista, aos 15 anos de idade. Depois, como Jornalista, em 1930, escreve seu romance “O Quinze”, naturalmente relembrando-se da “Seca” mais severa do Nordeste brasileiro, em 1915. Daí o nome do livro. O mundo social da época se agita com este livro pequeno, profundamente realista, escrito com tanto sentimento que, em alguns trechos, parece pura poesia! A crítica da época recebeu a primeira edição com entusiasmo. Conquistou  em 1931o prêmio da Fundação Graça Aranha ( José Pereira de Graça Aranha, autor do livro “Canaã” ). Outros prêmios surgiram referentes à sua profícua bibliografia.