segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

AS VALKÍRIAS

Resenha por João de Carvalho

Título: As Valkírias
Autor: Paulo Coelho
Edição: 31ª
Editora: Rocco
Ano: 1992
Páginas: 239

Apreciação: 5/5

Resenha:

“Conta a história real de um homem e uma mulher que vão para o deserto e – sem utilizar qualquer recurso artificial ou sofisticado – decidem entrar em contato com o anjo da guarda. No estilo que consagrou o autor como um dos escritores mais lidos desta geração, mostra o homem que existe atrás do mago. As armadilhas do deserto, o processo mágico da Canalização (um processo de comunicação espiritual que pode revolucionar a humanidade). Através deste processo, o homem tem contato com a verdadeira sabedoria universal”.

Este é o verdadeiro sentido da mensagem deste livro tão fácil de ler e ser apreciado. Já está na 31ª edição, indicando, logicamente, sua aceitação no universo literário brasileiro, onde o gosto pela leitura em geral ainda é muito restrito. Os capítulos não mencionam títulos, dando-se uma ideia geral de assunto. Não sei se esse detalhe agrada ou não ao leitor. O autor Paulo Coelho, nascido no Rio de Janeiro em 1947, que se dedicou muito, na sua vida como excelente escritor aos estudos da magia e do ocultismo, tem notável repercussão e aceitação com suas obras em diversos países.

Tomei conhecimento também que foi responsável por vários sucessos musicais, como letrista de Raul Seixas, Rita Lee, Elis Regina e Maria Bethânia, entre outros. Ele dá um destaque todo especial, no curso deste livro, para o Arcanjo São Miguel que, particularmente, reputo respeitável como protetor, pois é o titular de Minha Terra desde sua fundação. 

Recomendo a leitura de As Valkírias, por ser um livro atraente e de fácil compreensão.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

AS PIORES DECISÕES DA HISTÓRIA - E as pessoas que as tomaram


Resenha por João de Carvalho

Título: As Piores Decisões da História
             E as Pessoas que as Tomaram
Autor: Stephen Weir
Editora: Sextante
Ano: 2014
Páginas: 251

Apreciação: 5/5

Resenha:

É a história de decisões históricas erradas que muitas personagens de Governo tomaram de maneira completamente equivocada, com as piores consequências para as pessoas e os respectivos países que eles representavam.

Sthephen Weir apresenta alguns desses erros grotescos que geraram falhas monumentais, destruindo vidas, dinastias ou cidades inteiras. Na verdade, grandes erros aliados a motivações duvidosas só podem terminar mal. Vejam alguns capítulos que retratam com perfeição esses erros de decisões precipitadas com consequências desastrosas para as nações e para as populações, assim como os exércitos que comandavam:

1 – Menelau e a esposa perdida;
2 – Anibal e a avalanche;
3 – Nero e o incêndio de Roma;
4 – Napoleão, a marcha para a Rússia;
5 – O rei Leopoldo e a partilha da África;
6 – Os botes salva-vidas de Ismay, no caso Titanic;
7 – Stalin e o Grande Expurgo;
8 – Wiston Churchill e o desastre de Gallipoli;
9 – Sir Anthony Eden, Suez e velocidade;
10 – Vacinas, AIDS e os chimpanzés de Congo;
11 – A Lei de Murphy e o hífen perdido;
12 – O Legado nuclear soviético: Chernobyl;
13 – Jim Jones: os suicídios de Jonestown;
14 – Osama Bin Laden e a CIA;
15 – Os homens de Cleópatra; etc.

É muito interessante a exposição de cada assunto e capítulo que trazem no início: os principais culpados, o dano resultante e a causa dos erros cometidos. A motivação ideológica como: orgulho, ganância, ira e preguiça, etc. Stephen Weir, escritor e editor foi graduado em Cambridge, ganhou o prêmio Nobel de Literatura, documenta cada capítulo deste livro, em livros específicos de notáveis autores internacionais.

Vale a pena lê-lo, com calma e atenção, para saborear o conteúdo histórico real das matérias apresentadas. 

Boa Leitura dos capítulos apresentados neste importante Livro de Informações autênticas.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ROBINSON CRUSOÉ

Resenha por João de Carvalho

Título: Robinson Crusoé
Autor: Daniel Defoe
Editora: BrasiLeitura
Edição: Literatura Juvenil
Páginas: 16

Apreciação: 5/5

Resenha:

Daniel Defoe, autor deste livro viveu entre 1660 e 1731. Este famoso romance foi escrito em 1719, inspirado na aventura real de Alexander Selkirk, um marinheiro escocês. Acredita-se que Defoe tenha sido o verdadeiro fundador do romance inglês.

Robinson Crusoé, natural de York, na Inglaterra, era filho de um advogado. Rebelde por natureza e egoísta, tinha apenas um objetivo: “aventurar pelos mares e conhecer o mundo”. Na primeira viagem, seu navio afundou, mas foi salvo por uma lancha. Sem desistir embarca em outro navio com direção à Costa da Guiné, na África Ocidental. Conquista a amizade do Capitão. Torna-se conhecedor de normas náuticas. É atacado por piratas dos quais se torna escravo, mas atira-se ao mar, vindo a chegar à Baía de Todos os Santos. No Brasil viveu durante quatro anos.

Convocado para uma nova viagem aceitou. Outra tempestade acaba com tudo, salvando-se somente ele, sendo atirado sobre uma rocha por uma onda gigante. Daí foi para a praia. De posse de uma jangada foi até o barco onde se apossou de vários objetos úteis para ele na ilha. Arma uma tenda, faz plantações, explora a ilha conseguindo vários tipos de frutos e plantas úteis. Numa cruz marca os dias de exílio. É grato a Deus pela vida, em circunstâncias tão adversas. Ali viveu durante cinco anos. No sexto ano, já de posse de uma canoa que fez, consegue voltar para a terra. Na ilha ficara amigo de um jovem da tribo, dando-lhe o nome de “Sexta-feira”. Apesar de ser esta uma tribo antropófaga, Sexta-feira sempre foi fiel amigo de Crusoé. Combateu os canibais. Encontram o pai do amigo, que foi curado de seus ferimentos. Tornam-se amigos de um capitão de um navio, que lhes promete levá-los para a Inglaterra. Tudo acontece como foi prometido. Anos depois voltam à ilha para rever o lugar e alguns amigos, dos quais ouviu várias estórias como a dele.

É um bom livro, cheio de comoventes aventuras. Boa Leitura! 


sábado, 20 de janeiro de 2018

SERMÃO DA SEXAGÉSIMA

Resenha por João de Caralho

Título: Sermão da Sexagésima
Autor: Padre Antônio Vieira
Editora: Unimaster Pré-vestibular
Ano: 2010
Edição: UFMG-Estudos de Obras Literárias
Páginas: 39

Apreciação: 5/5

Resenha:

É um dos sermões mais conhecidos e estudados. “Pregado na Capela Real, Paço da Ribeira, em Lisboa, na véspera da quaresma de 1655. Utilizando uma linguagem didática, consistente e filosófica, envolve o ouvinte, fazendo-o crer nas conclusões que ele, pregador almeja ou seja, o seu ponto de vista a respeito dos  da verdade dos textos religiosos. O Padre Vieira considerava-se filósofo natural e filósofo cristão. Era ele o nome central da prosa barroca no Brasil. Vieira (Lisboa 1608; Bahia 1697), gravado pela genialidade. Toda obra, especialmente este Sermão da Sexagésima está relacionado com questões éticas, políticas, econômicas, religiosas e jurídicas que agitaram interna e externamente a sociedade portuguesa” (Prof. Jair Gorgozino).

Pregado às vésperas da quaresma que era o espaço de quarenta dias de jejum que ia da 4ª feira de cinzas até o domingo de Páscoa. Tempo rigorosamente observado pelos contemporâneos do pregador. O sermão tinha a finalidade de ensinar, agradar e persuadir. Ele conseguia toda a atenção dos ouvintes, através de seu alto conhecimento, força oratória e poder de convicção por horas a fio, sem cansar o auditório. Este sermão ficou na história secular deste gênio do púlpito das igrejas do Brasil e Portugal. Seus sermões eram simultaneamente didáticos, teológicos e políticos, sempre fundamentados na mais ortodoxa teologia e na mais estrita lógica.

Gosto de ler seus discursos porque só os comparo a Cícero e Rui Barbosa. Os três formam o triângulo da genialidade oratória. Por isto recomendo sem exceção a leitura primorosa do Sermão da Sexagésima, porque satisfaz à alma e à inteligência do leitor.

Boa Leitura!


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

HUCKLEBERRY FINN

Resenha por João de Carvalho


Título: Huckleberry Finn
Autor: Mark Twain (1835-1910)
Editora: BrasiLeitura – Coleção Literatura Juvenil
Páginas: 16

Apreciação: 5/5

Resenha:

O autor desta bela novela da vida real americana é Mark Twain, falecido em 1910. Durante sua vida legou-nos várias obras com interessantes aventuras. O personagem central deste livro é Huck, órfão de mãe, adotado pela viúva Douglas e Miss Watson. Mas ele, rebelde liberta-se da família adotiva e também do pai alcoólatra inveterado, forjando a própria morte. Na verdade encontra-se com Jim, escravo que fugia em busca da liberdade. O vínculo de amizade entre os dois se fortalece, sendo um branco e o outro negro.
           
O pai, em determinado momento, rouba o filho e o leva para Illinois. Há nova fuga do garoto, num barco. Reencontra Jim. Após inúmeras peripécias, fogem das brigas das famílias Grangerford e Shepherson. As aventuras continuam com os dois jovens descendo o Mississipe, e, tendo encontrado dois farsantes em uma canoa que procuravam um negro fugido. Para afastá-los Huck mentiu, inventando que em um barco estava seu pai doente.

O livro é mui bem escrito e leve, encerra dilemas morais, éticos e violentos da sociedade americana do século XIX. Critica-se a visão escravagista da Nação (na figura de Jim). Este, um jovem bem amigo e verdadeiro. Questiona a sociedade através do comportamento de dois vigaristas. Mostra o choque familiar entre a natural e a adotiva (tipo Romeu e Julieta). Imagino, com base neste texto, como nós hoje podemos questionar os valores da nossa sociedade atual, nos campos político, familiar, social, especialmente diante do escravagismo, alcoolismo, hipocrisia – que teve como espelho a sociedade norteamericana puritana do século XIX. Afinal, hoje, em que parte estamos, frente à situação social brasileira: da lei ou da corrupção?! Acredito que do lado do Direito e da Justiça sociais.

O Leitor ficará sabendo no fim do livro as respostas curiosas do encontro de um cadáver e, também, o que aconteceu com Huck!  É um livro de mensagem atual. Merece ser lido.

Boa Leitura!


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

OS PÁSSAROS SELVAGENS

Resenha por João de Carvalho


Título: Os Pássaros Selvagens
Autor: José Carlos Leal
Editora: Editora Lê
Edição: 2ª edição
Páginas: 174

Apreciação: 4/5
  
Resenha:

Escrito por José Carlos Leal desperta um bom interesse pela leitura entre os jovens de ambos os sexos. Aborda temas importantes e sérios, do gosto da juventude, que merecem e precisam ser tratados com seriedade e capacidade porque o jovem conhece do assunto. Ele está disponível para os escritos atraentes e que dizem respeito às suas buscas diárias na literatura que visa seus interesses inéditos e corretos.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM

Resenha por João de Carvalho

Título: As Mentiras que os Homens Contam
Autor: Luís Fernando Veríssimo
Editora: Objetiva
Páginas: 166

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Natural de Porto Alegre, RS, onde mora até hoje. É um observador constante do mundo ao seu redor, e um dos que conhecem além das suas fronteiras. Já li dele, neste aspecto, uma bela e viva descrição da França, em seus múltiplos detalhes, ao lado de outros escritores de alta expressão literária nacional. Ele sempre viaja, observa e investiga. Os jornais do nosso País transmitem, com sucesso, muitos de seus atraentes e atuais textos. Ele é também um grande apreciador da boa música, através de um conjunto de agradável apreciação musical. Luís Fernando Veríssimo é observador bem-humorado, sempre com repertório divertido, onde brilha sua capacidade observadora.

domingo, 3 de dezembro de 2017

CONFESS

Resenha por Lívia Alves
Título: Confess
Autora: Colleen Hoover 
Editora: Atria Books
Ano de edição: 2015
Nº de Páginas: 320
Apreciação: 5/5
Resenha:
Auburn  é uma garota de 20 que já sofreu muito e ainda sofre! Ela tem seus segredos, mas não os revela, não por medo e sim por vergonha. 

Owen ele é simplesmente o homem perfeito, também tem seus segredos, mas também os mantém por vergonha e medo de perder a pessoa que ama.  Ele é um artista e o nome do seu estúdio é Confess, onde tem uma abertura para as pessoas fazerem confissões anônimas, qualquer confissão qualquer segredo, e é baseado nessas confissões que ele faz seus quadros.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CASA DE PENSÃO


Resenha por João de Carvalho


Título: Casa de Pensão
Autor: Aluísio de Azevedo
Editora: Martin& Claret
Páginas: 334
Gênero: Romance

Pontuação: 5/5

Resenha:

Aluísio de Azevedo (1857/1913), maranhense que faleceu na Argentina é o autor deste Livro, sendo um dos melhores e maiores autores do Naturalismo, corrente que deu sequência ao Realismo. A narrativa é marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados em que se valoriza o coletivo, como em “O Cortiço”, “Casa de Pensão” e “O Mulato”, seus maiores e mais conhecidos romances. O romance Naturalista   leva o realismo às últimas consequências. Com esta obra foi o primeiro escritor das “massas”.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O HINO DA CABOCLA

                           
  














                                    (Junqueira Freire)

Sou Índia, sou virgem, sou linda, sou débil
— É quanto vós outros, ó tapes, dizeis!
Sabei bravos tapes, que sei com destreza
Cravar minhas setas nos peitos dos reis!

Sabei que não canto somente prazeres,
Sabei que não gemo somente de amores,
Sabei que nem sempre vagueio nos bosques,
Sabei que nem sempre me adorno de flores.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

LIÇÕES DA SENZALA

Resenha por João de Carvalho

Título: LIÇÕES DA SENZALA
Autora: Maria Nazareth Dória (psicógrafa)
Editora: Lúmen Editorial Ltda.
Edição: 2ª
Ano: 2006
Páginas: 204

Apreciação: 5/5
  
Resenha:

É um romance psicografado por Maria Nazareth Dória, a médium espírita, sergipana da Aldeia de Canhoba.

Estudou em Aracaju, foi alta funcionária da Petrobras, onde se aposentou. Hoje, ela se dedica à uma Instituição sem fins lucrativos, com apoio de profissionais formados em diversas profissões. Atua também ministrando palestras e cursos sobre a doutrina espírita, sempre exercendo a mediunidade, como de fato demonstra na elaboração deste livro “Lições da Senzala” pelo espírito Luís Fernando (Pai Miguel de Angola).

sábado, 4 de novembro de 2017

A ÚLTIMA PEÇA

Resenha por Lívia Alves 

Título: a última Peça

Título: a última peça
Autora: Karina Heid
Editora: Independente
Ano de edição: 2016
Páginas: 239

Apreciação:  5/5

Resenha:

É um livro em que sem perceber você se envolve e fica difícil largar a história antes de chegar ao final. Você sente na pele os sentimentos confusos de Bia e os que afloram em João Pedro, ou melhor, reacendem, pois nunca deixou de existir. Esse é um livro muito intenso, cheio de emoções e faz você se apaixonar bem rápido por esse amor adolescente que mesmo depois de tanto tempo ainda resiste. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O LIVRO DOS MANUAIS

Resenha por João de Carvalho

Título: O Livro dos Manuais
Autor: Paulo Coelho de Souza
Editora: Brmalls
Ano: 2008
Páginas: 111


Apreciação: 4/5
Resenha:
Paulo Coelho de Souza é carioca, nascido aos 24/08/1947, portanto, atualmente com 70 anos, teve sua biografia escrita por Fernando Morais. Trabalhou, ao longo de sua vida como ator, diretor de textos, redator de jornal. Como escritor, suas obras têm grande aceitação no Mercado. É membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 21. Suas obras foram traduzidas, segundo a mídia, para 73 idiomas. Seu melhor livro em minha opinião é “O Alquimista”. É um autor vivo que certamente tem ainda muita coisa a oferecer no setor literatura.