sexta-feira, 18 de maio de 2018

DE GÊNIO E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO


Resenha por João de Carvalho


Título: De Gênio e Louco Todo mundo tem um pouco
Autor: Augusto José Cury
Editora: Academia
Ano: 2009
Páginas: 206

Apreciação: 5/5

Resenha:

“O conhecimento é a única ferramenta que nos retira da condição de servos do sistema social e nos torna autores da história, pelo menos de nossa história”. Com este pensamento Augusto Cury, na saga “Vendedor de Sonhos”,  e, especialmente neste livro, ora em apreciação, cria dois personagens contando a história :  “Dois loucos e gênios superdivertidos”.

BOQUINHA se considera um grande pensador, dotado de compulsão para falar ou filosofar. Nada controla sua língua.  É o supermaluco Batolomeu, verdadeiro filósofo das ruas.  Assim se vê: “Sou o que sou, uma mente livre, um louco genial”.

O PREFEITO, apelido de Barnabé, era um político de rua, mas que pensava ser um grande político. Fazia discursos, pedia votos, mas não era candidato a nada.

Ambos eram especialistas em arrumar confusões. Foram mutilados na infância, perderam tudo: pai, mãe, lar, amigos e o apoio social. Tinham tudo para dar errado. Mas, apesar de todas as perdas, desenvolveram uma alegria e uma loucura contagiantes.

O Autor, sabiamente, como psicólogo e psiquiatra, compõe um romance que equilibra as três grandes ciências necessárias aos nossos dias: sociologia, psicologia e filosofia, através de uma linguagem sadia, adequada, correta, popular e inteligente, superadaptada aos tempos modernos! Períodos curtos, claros e coerentes!
Augusto Jorge Cury, nascido aos 02.10.1958 é brasileiro, médico, psiquiatra, professor, escritor dos mais conhecidos e apreciados no Brasil contemporâneo. Suas obras são bem apreciadas porque bem pensadas, escritas atraentes, especialmente pela série “Vendedor de Sonhos” e sobre Jesus! Ele cativa milhões de leitores quer com livros de ficção, ou realistas.

Leia e verá um mundo de diversões e trapalhadas realizadas por Boquinha e o Prefeito, gênios e loucos.

Boa Leitura!


quarta-feira, 9 de maio de 2018

A ESCRAVA ISAURA



Resenha por João de Carvalho


Título: A escrava Isaura
Autor: Bernardo Guimarães
Editora: Centaur
Ano 1ª publicação: 1875
Páginas: 186



Apreciação: 5/5

Resenha:

Livro publicado em 1875 pelo escritor Bernardo Joaquim da Silva Guimarães , natural de Ouro Preto, MG,  que foi juiz, jornalista e professor. Admirador de Álvares de Azevedo, poeta romântico, gozou de sua oportuna companhia, fez grande e notável carreira literária escrevendo também, o belo romance intitulado: O Seminarista. Mas o seu maior sucesso de público foi com A Escrava Isaura, cujo conteúdo foi amplamente divulgado pela TV, através de uma notável novela. É um romance específico e típico do Romantismo brasileiro.

O enredo é bastante conhecido. Isaura foi criada pela dona da fazenda. Morta sua protetora, Isaura ficou cativa de um senhor, Leôncio, devasso e cruel. O pai de Isaura, Miguel, quer alforriá-la. Acaba fugindo com ela, ante à negativa do aceite do resgate. Eles passam a viver, após a fuga numa chácara próxima à cidade. Lá ela enamora-se de Álvaro, um jovem de posses. É descoberta por um caçador de recompensas. Volta para o cativeiro. A única esperança dela estava em Álvaro que tudo faria para salvá-la. É um belo romance com inesquecíveis, duras e cruéis cenas praticadas por Leôncio.

Bernardo Guimarães conta a história de Isaura como se fosse um “caso” ouvido no interior do país. Na verdade uma escrava, uma cativa transformada em vértice de um triângulo amoroso no qual se defrontam um cruel escravocrata, Leôncio e um honrado abolicionista e a escrava.

O escritor mostra através desta personagem, Isaura, branca, bela e bem educada, a terrível injustiça da escravidão. O leitor se sente comovido e torce pela escrava e sua libertação. Sente-se preso ao conteúdo da história narrada com todos os pormenores. É uma trama bem arquitetada pela pena magistral de um escritor que soube transmitir todos os detalhes do enredo feito com a bela jovem escrava.

Vale a pena lê-lo pelo grande interesse que desperta no leitor.

Recomendo!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A FACA DE DOIS GUMES


Resenha por João de Carvalho


Título: A faca de dois gumes
Autor: Fernando Sabino
Editora: Record
Edição: 5ª
Ano: 1985
Páginas: 239

Apreciação: 5/5

Resenha:

Este é um livro escrito por Fernando Sabino, jornalista, editor, cronista, advogado, nascido em Belo Horizonte aos 12 de outubro de 1923, tendo falecido aos 11 de outubro de 2004, às vésperas dos 81 anos. Fez parte do grupo de escritores denominados “Vintanistas”. Interessante seu autoepitáfio: “Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino”.

Sua obra, em geral, explora fino senso de humor, o lado pitoresco dos fatos cotidianos. Foi um frasista de primeira qualidade, entre elas destaco apenas essas:

 - “Não confio em produto local. Sempre que viajo, levo meu uísque e minha mulher”.

- “No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou o fim”.

- “Os homens se dividem em duas espécies: os que têm medo de andar de avião e os que fingem que não têm”

“A Faca de Dois Gumes” é um livro dividido em 3 partes: O Bom Ladrão, Martini Seco e A Faca de Dois Gumes. 

É uma trilogia de amor, intriga e mistério, numa sucessão de surpresas. Por isso não adentro na história de cada parte para não limitar, nem cortar o interesse de cada leitor. O bom e surpreendente é contar com a atraente exposição do autor. 

A linguagem é excelente, em forma de diálogos claros e bem elaborados. Comparo-o a certos livros de Agatha Christie, com finais surpreendentes. “Quem é o culpado: a mulher ou o marido que chama a si mesmo de bom ladrão? Quem colocou veneno no Martini seco: a suicida ou o homicida? E, por que este outro marido tem um álibi tão perfeito, se não pensou em matar a mulher e o amante?”

Não há como não lê-las avidamente, da primeira à última página. Entretanto, posso dizer que a terceira parte é a mais atraente e viva para se ler. Enfim, Fernando Sabino conduz o leitor com a habilidade de um notável escritor para os tempos modernos.

Recomendo. Boa leitura!



domingo, 1 de abril de 2018

ERA UMA VEZ UM RIO



 Resenha por Simone Carvalho

Título: Era uma vez um rio
Autor: Martha Azevedo Pannunzio
Editora: José Olympio
Edição: 1ª
Ano: 2000
Páginas: 128

Apreciação: 5/5

Resenha:

Lindíssima história do amor de uma criança por um rio. 

Um livro que apresenta uma enorme quantidade de nomes de peixes, plantas, pássaros, animais, frutas... de remédios feitos em forma de chá de plantas... pescaria, jogo de futebol... de família com avós, pais, tias... 

Escrito numa linguagem que é “a esplêndida fusão do falar roceiro com uma ágil fluência poética. Romance de aprendizagem, que acompanha o eu-narrador da infância à idade adulta”.


Sua autora Martha Azevedo Pannunzio nasceu em Uberlândia, Minas Gerais, em 4 de fevereiro de 1938. Formou-se em comunicação visual e artes, pela Universidade Federal de Uberlândia. 

Foi, durante 31 anos, professora de latim, francês e português, e se especializou em técnicas de redação e literatura infanto-juvenil.

Leitura que acalma o coração, abranda a alma, deixa o leitor feliz! Boa Leitura!



segunda-feira, 26 de março de 2018

O OUTRO


 Resenha por Simone Carvalho

Título: O Outro
Autor: Bernhard Schlink
Editora: Record
Edição: 3ª
Ano: 2009
Páginas: 95

Apreciação:5/5

Resenha:

Um livro para ler “sem parar”. Uma história instigante que deixa o leitor curioso do início ao fim. Foi adaptado para o cinema com o título “O Amante” no qual estrelaram Liam Neeson, Antônio Banderas e Laura Linney. O livro conta a vida de um homem que passa pela perda de sua esposa, e em seguida descobre que não a conhecia de verdade. Recomendo a Leitura!

O autor:
Bernhard Schlink (Bielefeld6 de julho de 1944) é um jurista e escritor alemão, professor de direito e Filosofia na Universidade  Humboldt  de Berlim desde 1996.




sexta-feira, 16 de março de 2018

FOGO MORTO


Resenha por João de Carvalho

Título: Fogo Morto
Autor: José Lins do Rego
Editora: José Olympio
Edição: 69ª
Ano: 2009
Páginas: 347

Apreciação: 5/5

Resenha:

José Lins do Rego (1901-1957) foi um dos maiores escritores brasileiros,  autor de vários e apreciados livros, cujo conteúdo enaltece a vida nordestina. Fogo Morto é o fim da primazia dos engenhos, em Santa Rosa do Velho José Paulino. É um círculo que se fecha na história do Brasil. Cessa na Paraíba o ciclo da expressão canavieira, via engenhos, para o surgimento forte da indústria da cana de açúcar. José Lins, considerado o Proust brasileiro, paraibano, se insere com conhecimento, vigor, elegância e, sobretudo com consciência neste ciclo da vida nordestina, que retrata com sabedoria, vida e vigor, este período da economia nacional.

Suas obras  retratam esta mudança, com objetividade e consciência descritiva da passagem da época econômica, na estrutura do desenvolvimento brasileiro, em três períodos, assim descritos, em 1943, em Fogo Morto, apagado, extinto:

1ª parte: ressalta-se a figura de José Amaro, tido popularmente como lobisomem, que viveu nas terras do senhor Lula, tem um fim trágico; ele era seleiro (fazedor de sela para animais).

2ª parte: retrata com precisão a figura do Seu Lula que recebe o engenho por herança do velho capitão Tomás de Melo, casando-se com a filha dele, acabando com tudo, abandono dos escravos e o fim do engenho, deixando de produzir,  consumido pelo início da industrialização. Era ele, portanto, o dono do engenho em decadência, por má administração. 

3ª parte: mostra a figura do capitão Vitorino, pequeno proprietário que vive de maneira modesta, verdadeiro cavaleiro errante, lembrando a figura literária de Dom Quixote de La Mancha, lutando contra o poder e contra aquilo que considerava injusto na sociedade brasileira da época.

 Em suma, Amaro, Lula e Vitorino têm um traço em comum: o orgulho. É um livro que retrata a vida nordestina nas suas múltiplas facetas: o seleiro, o narcisista, o humanista, através do fim do período da cana de açúcar, absorvido pela indústria.

Vale a pena ser lido porque esclarece, com muitos pormenores, um período da história do desenvolvimento brasileiro: o engenho substituído pela máquina, ou seja, o “Fogo Morto”, em 1943, pela produção industrial nascente, rompendo um ciclo da vida nacional: a canavieira em sua forma artesanal.

José Lins do Rego mostra isto com clareza meridiana. 

Boa Leitura! 


segunda-feira, 5 de março de 2018

A CANASTRA REVIRADA

Resenha por João de Carvalho

Título: A Canastra Revirada
Autor: Maria José Melillo
Edição: 1ª
Editora: Pontual Artes Gráficas
Ano: 2017
Páginas: 205

Apreciação: 5/5

Resenha:

A autora é Maria José Melillo, nascida em Itabirito, MG, em 1945, filha de João Melillo e Cristina Silva Melillo. Este Livro é de Memórias, sendo que a autora pretende, oportunamente, publicar outro livro, ainda em pesquisa, sobre “Patronos das ruas de Itabirito”. Por estas duas produções memoriais deduz-se, claramente, a vontade do resgate histórico dos fatos, da gente, da memória sempre preciosa dos acontecimentos históricos de Itabirito, sua terra natal.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

AS VALKÍRIAS

Resenha por João de Carvalho

Título: As Valkírias
Autor: Paulo Coelho
Edição: 31ª
Editora: Rocco
Ano: 1992
Páginas: 239

Apreciação: 5/5

Resenha:

“Conta a história real de um homem e uma mulher que vão para o deserto e – sem utilizar qualquer recurso artificial ou sofisticado – decidem entrar em contato com o anjo da guarda. No estilo que consagrou o autor como um dos escritores mais lidos desta geração, mostra o homem que existe atrás do mago. As armadilhas do deserto, o processo mágico da Canalização (um processo de comunicação espiritual que pode revolucionar a humanidade). Através deste processo, o homem tem contato com a verdadeira sabedoria universal”.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

AS PIORES DECISÕES DA HISTÓRIA - E as pessoas que as tomaram


Resenha por João de Carvalho

Título: As Piores Decisões da História
             E as Pessoas que as Tomaram
Autor: Stephen Weir
Editora: Sextante
Ano: 2014
Páginas: 251

Apreciação: 5/5

Resenha:

É a história de decisões históricas erradas que muitas personagens de Governo tomaram de maneira completamente equivocada, com as piores consequências para as pessoas e os respectivos países que eles representavam.

Sthephen Weir apresenta alguns desses erros grotescos que geraram falhas monumentais, destruindo vidas, dinastias ou cidades inteiras. Na verdade, grandes erros aliados a motivações duvidosas só podem terminar mal. Vejam alguns capítulos que retratam com perfeição esses erros de decisões precipitadas com consequências desastrosas para as nações e para as populações, assim como os exércitos que comandavam: