segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

CANDFORD


Apreciação por Mara Carvalho


Título:  Cranford
Autor: Elizabeth Gaskell
1ª edição: 1853
Editora: Pedra Azul 
Páginas: 214

Pontuação: 5/5

Apreciação:

O livro foi publicado em 1853. A autora nos apresenta a vida e os costumes dos moradores da cidade de Candford, Inglaterra, no século XIX.  

Cidade fictícia dominada por mulheres. A história é narrada sob o olhar de Mary Smith, que está sempre a visitar suas amigas de Candford e por lá passa algumas temporadas na residência das irmãs Jenkyns.

As mulheres solteironas e  viúvas mantém um estilo de vida simples, condizente com os poucos recursos financeiros, entretanto sem perder a formosura e mantendo todas a normas de etiqueta, características da época.

São várias histórias contadas no livro, como a de Mr. Pole, Mrs. Forrester, Mrs. Jamieson e Mrs. Matt.

Que livro lindo, delicadeza na escrita de Elizabeth Gaskell e um novo olhar sobre a época.

Para quem gosta de filmes existe a séria com o mesmo nome, baseado na obra da autora.

Adorei, recomendo!



sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O NOVIÇO


 Resenha por João de Carvalho

Título:  O Noviço
Autor:  Luís Carlos Martins Pena
1ª edição: 1853
Editora:EDITORA L&PM
Páginas: 112


Pontuação: 4/5

Apreciação:

Luís Carlos Martins Pena(1815-1848), foi um jovem de origem muito humilde. Viveu muito pouco. Apenas 33 anos. Mas, mesmo assim,  escreveu muito. Em poucos anos escreveu 17 Comédias. Foi uma daquelas vítimas da tuberculose, que raramente perdoava seu paciente.

Nas suas comédias de costumes muito divertiam o público, criticando, quase sempre a sociedade. Até ele o teatro estava mais voltado para a encenação de passagens bíblicas. A imagem do sertanejo matuto era presença marcante para sua crítica à sociedade da época. Talvez seja um dos maiores comediógrafos do século XIX. Exemplo específico é a peça “Juiz de Paz da Roça” (1838). Na verdade foi ele o fundador da Comédia brasileira. Destacamos, especialmente, sua obra principal e mais conhecida: “O Noviço”.

Trata-se do casamento por interesse. Ambrósio, o vilão casa-se com a rica viúva Florência para tomar posse de sua fortuna. Entre ele e seu objeto, encontram-se os dois filhos dela, Emília e Juca, e o sobrinho Carlos, um noviço do título, de quem Florência é tutora. A solução encontrada por Ambrósio é providenciar que todos ingressem na vida religiosa. Com Carlos, esse objetivo já tinha sido alcançado: Florência, convencida pelo esposo, enviara o sobrinho para um seminário. Mas, os planos de Ambrósio serão frustrados pelo jovem noviço, que foge do seminário para fazer carreira militar e casar-se com Emília, por quem está apaixonado. No final, Ambrósio é desmascarado, preso por bigamia, e os dois jovens podem ficar juntos” (Literatura Brasileira, Ensino Médio, Maria L. M .Abaurre e Marcela Pontara, pag. 366).

Este escritor apesar de ter vivido apenas 33 anos, deixou uma obra que explora intrigas de roceiros, viúvas assanhadas, juízes corruptos, políticos gananciosos, religiosos sem convicção, moças casadoiras colocando todos e tudo que lhes dizia respeito no palco da comédia, das sátiras e das farsas.

Personagens: Ambrósio, Florência, Emília, Juca, Carlos, Rosa, Padre Mestre, Jorge, José, etc.

Espaço: Rio de Janeiro; Gênero: dramático/cômico; Estilo: romântico; Drama: em três atos; Desfecho: Talvez na prisão de Ambrósio; Clímax: Talvez no casamento de Carlos e Emília.
No livro em apreciação, O Noviço, já como precursor do romantismo, explora com maestria e sucesso, através da comédia de costumes, o casamento e a vida religiosa imposta a Carlos, que não tinha vocação sacerdotal, mas sim para o matrimônio, fato este que se deu com seu enlace com Emília. É denominado esse escritor de “O Molière” brasileiro.

Enfim, é bom ler o livro e avaliá-lo. Recomendo!


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

ETERNAMENTE ITABIRITO


Resenha por João de Carvalho

Título: Eternamente Itabirito
Autor: Ivacy Simões
Editora: O Lutador
Ano: 2018
Edição: 1ª
Páginas: 180

Apreciação:  5/5
  
Resenha:

Ivacy Simões, ouropretano, veio para Itabirito com doze anos de idade. Aqui, recebeu o título de Cidadão Honorário, em 1990. Tornou-se professor de História, lecionando nas principais escolas de Itabirito, nas quais derramou vultosa corrente de conhecimentos, didática, competência, chegando ao cargo de diretor da Escola Estadual Engenheiro Queiroz Júnior.

Na política, foi o vereador que atuou por sete legislaturas, durante trinta anos, quase consecutivas. É autor de dois livros intitulados: Itabirito e Seus Causos! Hoje, é um apreciado radialista que mantém o programa “Domingo é dia de banda”, há quarenta e três anos.

Destaco seu mais recente livro intitulado: “Eternamente Itabirito”. É um livro que apresenta a história de Itabirito através de fotografias. São 180 páginas, amplamente ilustradas que mostram esta cidade rica de recordações em fotos saudosas. É um livro para a vista e para os corações. A intenção do autor, pressuponho, ter sido expor um verdadeiro álbum familiar da gente e dos fatos que merecem e precisam ser conservados para o futuro. Eis, parte do Sumário que registra as imagens, via fotos, da história de Itabirito e sua gente, hoje denominada Cidade Encanto: “Vistas de Itabirito, Nossa gente, Praça Dr. Guilherme, Praça Dom Silvério, Praça Coronel Baeta, Futebol, Sete de Setembro, Usina Queiroz Jr., Festival da Canção”... e muito humor!

Enfim, é um livro de intensa e emocionante recordação, em todas as dimensões mais expressivas da cidade. Agradável à vista, à memória e ao coração do saudoso itabiritense. É um livro que merece ocupar um espaço de destaque, em todos os lares da família itabiritense, porque é uma coleção selecionada de fotografias ricas de recordação.

Não tenho dúvida ao considerar o Professor Ivacy como um dos melhores e mais atuais historiadores  de Itabirito, através de seus três livros que levantam a memória política, histórica, familiar e fotográfica da terra dos Aredes. “O maior patrimônio de uma cidade é a sua memória”.

Recomendo a leitura deste bem ilustrado livro.