segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O BOM FILHO



Apreciação por Mara Carvalho


Título:  O Bom Filho
Autora: You-jeong Jeong
Editora: EdiçãoTAG LIVROS em parceria  com Editora Todavia
Tradução: Jae Hyung Woo
Ano 2019
Páginas: 288

Pontuação: 5/5

Apreciação:

O Bom Filho, livro da autora Sul Coreana You-jeong Jeong é um thriller psicológico recheado de suspense. Best- seller número um na Coreia do Sul foi traduzido por Jae Hyung Woo.

A obra é parte da seleção inéditos da “TAG LIVROS” do mês de fevereiro.

Os personagens são da família Kim: Yu-mim, Hae-jim, Ji-won, Hye-won, Yu-jim e Min-seok.
A história é impecável e cheia de detalhes, o personagem principal Yu-mim acorda sentindo um cheiro de sangue:

“O cheiro de sangue me acordou, era um cheiro incrivelmente intenso, como se eu não o absorvesse apenas pelo nariz, mas pelo corpo inteiro.”

Yu-mim já adulto encontra sua mãe morta em casa e aí começa a entender sua própria realidade. O livro conta a descoberta do lado sombrio de Yu-mim, mas a descoberta feita por ele próprio. A descoberta de sua personalidade mórbida.

O livro é muito bem escrito e a história inspirada em um caso real na Coreia do Sul no passado.

Um livro que me deixou tensa, porque eu não sou fã de thrillers, na verdade sou bem medrosa!!!! Mas para os leitores apaixonados por este gênero literário aqui vai esta superindicação.

Boa leitura!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

UM TETO TODO SEU


Resenha por Mara Carvalho

Título: Um  teto todo seu
Autora: Virginia Woolf
Editora: Tordesilhas
Páginas: 189

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Virginia Woolf é convidada a dar uma palestra sobre “mulheres e ficção” em uma  universidade para mulheres na Inglaterra em 1928. Ela já era, naquela época, uma escritora conhecida e importante.

O livro “Um teto todo seu” é um ensaio, baseado em dois artigos feitos pela escritora para tal palestra. Uma ficção em que a própria Virginia se faz presente em uma personagem, que seria a Mary, desta forma ela vai organizando os seus pensamentos a respeito do tema.

“Então estava eu  (chamem Mary Beton, Mary Seton, Mary Carmichael ou qualquer nome que lhes agrade – pouco importa”.

Ela inicia a ficção com Mary pensando sobre o tema “mulher e ficção”e naquela empolgação dos pensamentos fervilhando ela começa a andar pelo campo envolvida apenas em seus pensamentos quando, de repente, ela é repreendida.

“... foi assim que me vi andando extremamente rápido através de um gramado. Na mesma hora a figura de um homem surgiu para me interceptar. Não percebi de pronto que  as gesticulações daquele objeto curioso, de fraque e camisa formal, eram dirigidas a mim. O rosto dele expressava horror e indignação. O instinto, em vez da razão, veio me socorrer: ele era um bedel; eu era uma mulher. Aqui era o gramado; ali estava o caminho. Somente os estudantes e os professores eram admitidos aqui; o cascalho era o meu lugar...”

Através das pesquisas de Mary ela percebe que as mulheres ainda estavam “presas em si mesmas”, que não lhes era permitido escrever.

“.... e nas portas fechadas da biblioteca; e pensei como é desagradável ficar presa do lado de fora; e pensei como talvez seja pior ficar presa do lado de dentro...”

Questões profundas são levantadas por Virginia na pele de Mary.

E ela conclui que a mulher precisa de dinheiro e um teto todo seu, um espaço próprio se quiser escrever ficção. A mulher precisava de liberdade...

O livro é fantástico. Há muito para dizer sobre o livro, mas nada melhor do que lê-lo, portanto, mãos à obra.

Preciso dizer ainda que a capa do livro é linda e bem atrativa, dá vontade de ler só pela capa, um capricho da editora.

Boa leitura! 


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O GUARANI


Resenha por João de Carvalho

Título: O Guarani
Autor: José Martiniano de Alencar
Editora: L&PM
Páginas: 72

Pontuação: 5/5

 Apreciação:

José Martiniano de Alencar (1829-1877) produziu uma obra que é o retrato mais fiel e perfeito de sua posição político-social: Grande proprietário rural, político, conservador, monarquista, nacionalista exagerado e escravocrata.

No livro O Guarani, o índio individualizado em Peri, é civilizado, vive em contato com os brancos. Ele chega a ser batizado, para que possa salvar Cecília (Ceci), assim afirmam os melhores e mais didáticos comentaristas como Nicola em “Ensino Médio”. O escritor se vangloria quando escreveu que “Busquei uma nova maneira de escrever bem brasileira, com heróis e cenários bem brasileiros. Fiz sucesso e fiquei famoso”.

Constato que ele disse a verdade. Foi um notável escritor cearense de Fortaleza. Foi autor de livros que abrangem as temáticas do Romantismo urbano, histórico, regionalista e indianista. Desta última fase destaco, hoje, O Guarani, cujo livro valoriza o índio como representante máximo da brasilidade. Espírito este superabsorvido pelo Autor.

 O Guarani foi escrito em 1857, como um romance histórico ficcional. Na figura do herói Peri, ele realça o bem, o bom, o belo, o justo, o verdadeiro, a força, o amor, o sacrifício, a luta e a vitória final na deliciosa trama do livro. Vale dizer que Alencar nesta época tinha 28 anos de idade, apenas. Entre os muitos fatos que compõem o enredo destaco que “Peri para salvar Cecília (Ceci), durante uma grande enchente, arrancou o tronco de uma palmeira jovem que lhes servira de instrumento para superarem uma calamitosa tempestade. Mas, antes aconteceram fatos muito importantes como: “A morte de Álvaro/Isabel. D. Antônio de Mariz, face a um ataque de tribo inimiga, recomenda a Peri que salvasse Cecília.”

As personagens são: Perí – Cecília – D. Antônio – Laureana – Diogo – Isabel – Álvaro – Loredano – Bento – Rui e Martin Vaz. Eles viviam em fazendas às margens do rio Paquequer com suas famílias, em luta contra os índios Aimorés. Esta casa recebia todo tipo de gente. Diversos episódios acontecem envolvendo o herói Peri, que supera com sua bravura, lealdade e amor à amada Ceci.

Enfim, Alencar é um mestre na descrição romântica e na valorização de seus personagens, conquistando o leitor com os episódios mais vivos e vigorosos de sua mente afinada com o Brasil. O Guarani foi adaptado em Ópera por Carlos Gomes. Foi elevado ao Cinema desde 1912. Vivido em história em quadrinhos assim como em poesia de Cordel. Foi publicado por vários editores nacionais e estrangeiros, ganhando fama e renome internacional.

Recomendo!