terça-feira, 20 de junho de 2017

COBRA NORATO

Resenha por João de Carvalho

Título: Cobra Norato
Autor: Raul Bopp
Editora: Unimaster (Pré-vestibular)
Páginas: 64
Ano: 2010 (UFMG)

Pontuação: 5/5 

Resenha:

O autor Raul Bopp, depois de viajar por vários países, exclamou: a maior volta pelo mundo que eu dei foi pela Amazônia!

Formou-se em direito, mas foi até pintor para financiar suas múltiplas e constantes viagens.

Certamente a inspiração de Cobra Norato veio de sua visão da Amazônia. É a sua obra mais importante. “É uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico. Conta a lenda que, em uma tribo indígena da Amazônia, uma linda mulher indígena, quando se banhava no rio Claro, foi possuída por Boiúna (cobra grande, sucuri) e sentiu-se grávida. A mulher deu à luz a dois filhos gêmeos que vieram ao mundo em forma de duas serpentes escuras. Foram batizadas com os nomes de Honorato e Maria. Criaram-se no rio. O povo os chamava de Cobra Norato e Maria Caninana”. Ele era bom, ela era má e violenta. As cenas seguintes são interessantes, com ambos, especialmente com Cobra Norato, em um desfecho inesperado.


Enfim, é um poema narrativo épico composto por trinta e três outros poemas baseados no folclore brasileiro. É uma alegoria em que a beleza amazônica é desvendada em toda sua grandeza. Cada um destes poemas é claramente descrito e analisado com muito gosto e competência pelo professor Jair Gorgozinho da UFMG, em sua exposição literária. 

Vale a pena conferir, é ótimo para vestibulares. Nesta obra, rompeu-se a lógica cotidiana. “Fundem-se o real e o imaginário, o histórico e o místico. Coabitam-se os opostos: sabedoria e crendice, loucura e razão, o sublime e o grotesco, o certo e o avesso, a sedução e autodomínio, o antigo e o novo, a tradição e a modernidade, o masculino e o feminino, o sagrado e o profano, vida e morte”. 

Em 2016 saiu nova edição deste livro, com projeto gráfico e capa atualizada. Vale a pena a leitura desta obra, especialmente pelos candidatos às universidades.

Recomenda-se!


terça-feira, 13 de junho de 2017

A CABANA

Resenha por João de Carvalho

Título: A Cabana
Autor: William P. Young
Editora:  Sextante
Ano: 2008
Páginas: 236

Apreciação:  5/5
  
Resenha:
  
Cabana é uma casinha rústica, de madeira, coberta de sapé (gramínea de folhas muito resistentes e duras, usadas para cobrir palhoças). Por sua vez, “palhoça” é um casebre de paredes de barro ou de tijolo, coberto de palha. É, portanto, uma casinha muito simples. 

Pois bem, “A Cabana” é um livro que consta na lista de melhor vendagem em Nova York. Escrito por William P. Young, tornou-se um fenômeno pelo agrado que despertou no público leitor. “O Amor incondicional do Pai caminha entre a proteção aos filhos e o respeito ao livre arbítrio”. Deus agindo de forma mui sutil na vida de todos nós.

Quem teve a infelicidade de perder um(a) filho(a) poderá avaliar em toda sua extensão “A vida da família de Mack Allen, quando sua filha mais nova (Missy) desaparece misteriosamente. Há indícios de que ela poderia ter sido assassinada na Cabana. Ele, o pai, um dia recebe um bilhete estranho, assinado por alguém importante.

Lendo o livro você verá e entenderá o enredo completo desta atraente e cativante história. Quem não conhece este dito popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”. É muito confortável trazer um diálogo franco, aberto, sério, amigo e positivo com um Ser Superior. A vida da gente neste mundo moderno cheio de surpresas várias precisa de apoio espiritual grande, senão sucumbe, naufraga, ante ao imprevisto.

A Cabana é um livro que satisfaz ao leitor por ser, inclusive, muito atualizado   na sua concepção de valorização da vida, Deus e nós.

Atribuo-lhe boa pontuação, porque o que o personagem Mack encontra de alívio à sua profunda tristeza, muda seu destino, como poderá mudar de muita gente. Há um bom filme sobre o Livro.

Recomendo a Leitura, com satisfação!



segunda-feira, 12 de junho de 2017

TODO MUNDO TEM UM ANJO DA GUARDA

Resenha por Mara Carvalho

Título: Todo mundo tem um anjo da guarda
Autor: Pedro Siqueira
Editora: Sextante 
Ano: 2016
Páginas: 160

Apreciação: 5/5 

Resenha:

Através de relatos pessoais Pedro Siqueira nos mostra a importância de ter um contato contínuo com nosso anjo da guarda.

Desde a concepção cada pessoa “ganha” um anjo da guarda, que fica responsável por nossa proteção. É como um presente Divino.

A companhia de nosso anjo da guarda nos dá uma sensação gostosa, é saber que não estamos sozinhos. O anjo da guarda é um intercessor nosso direto com Deus.

Pedro Siqueira é católico, e faz um trabalho de oração dirigindo terços pelo mundo todo e levando a mensagem sobre os anjos da guarda.

O livro é dividido nos seguintes capítulos:

1.Introdução
2. Hierarquias e coros angélicos
3. Minhas visões das hierarquias
4. A atuação do anjo da guarda
5. A comunicação entre o anjo da guarda e seu protegido
6. Os anjos da guarda tem nome
7. Orações que nos aproximam dos anjos

O livro é reconfortante...


Recomendo, boa leitura!


quinta-feira, 8 de junho de 2017

TAPERAS

Já viste, ao por do sol, entre pomares
mortos, montões de ruínas cheios de hera,
tetos caídos, restos de pilares
à margem das estradas? – é a tapera.

Pois, se um dia, mais tarde, reparares,
verás quando chega a primavera
e se enchem de perfume o chão e os ares,
sobre essas ruínas uma flor impera.

Quantos de nós vemos também, olhando
a estrada da existência percorrida,
da dor extinta, as ilusões brotando.

E então sentimos sós, na tarde calma,
que a saudade é a esperança, a flor querida
 – das taperas que temos dentro da alma.
  

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A PAIXÃO DE CRISTO SEGUNDO O CIRURGIÃO


Resenha por João de Carvalho

Título: A Paixão de Cristo Segundo o Cirurgião 
Autor: Pierre Barbet 
Editora: Edições Loyola 
Edição: 10ª 
Ano: 1983 
Páginas: 252 

Apreciação: 5/5 

Resenha:

OS EVANGELISTAS narrando a Paixão do Senhor dizem que Ele foi flagelado, coroado de espinhos e crucificado. Pois bem, o competentíssimo Dr. Pierre Barbet, médico do Hospital São José, de Paris, dedicou-se por vinte anos sobre estes detalhes dos sofrimentos de Cristo, tendo por base o Estudo do Santo Sudário, à luz da ciência. 

Foram feitos superestudos, experiências anatômicas, pesquisas arqueológicas e escriturísticas, tendo como base imediata o Santo Sudário (a mortalha em que o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo foi envolvido, ou seja, um lençol). Esta peça foi estudada em seus mínimos e autênticos detalhes, abstraindo-se de toda ideia de fé e piedade cristã, coisa sagrada como talvez, nenhuma outra”.