quarta-feira, 20 de outubro de 2021

HISTÓRIAS QUE OUVI HISTÓRIA QUE VIVI - O Lado inusitado e pitoresco da Justiça Mineira

Resenha por João de Carvalho


 Título: Histórias que ouvi Histórias que vivi

Organização: Rosana de Mont’Alverne Neto                    
                      Pedro Jorge Fonseca

Editora: TJMG

Ano: 2005

Páginas: 140

Pontuação: 5/5

Apreciação: 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, TJMG, mantém com regularidade dois excelentes órgãos oficiais de Comunicação: “Magis Cultura” e “Decisão” que transmitem o funcionamento, a arte e a cultura dos Magistrados Mineiros, oficialmente. 

A função do escritor é ser testemunha do seu tempo e da sua sociedade. Escrever por aqueles que não podem escrever. Falar por aqueles que não podem muitas vezes esperam ouvir da nossa boca a palavra que gostariam de dizer. Comunicar-se com o próximo e, se possível, mesmo por meio de soluções ambíguas, ajudá-lo no seu sofrimento e na sua esperança” escreveu Lygia Fagundes Telles. 

Versa este pequeno livro sobre uma coletânea de Contos premiados no II Concurso do Projeto “Conto Sete em Ponto”. As máximas da sátira romana “para quem nada impedia de rindo dizer a verdade”, segundo Horácio, e, “Rindo, castigar ou criticar os costumes”, conforme a famosa Comédia Francesa.

O livro traz “a um vasto público um pouco da fertilíssima tradição oral, que, com pitadas críticas ou jocosas, permeia a sisudez do ambiente forense” (Desembargador Aluísio Quintão), nos seus dias cheios de questões e situações sérias.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

VOCÊ PODE FALAR COM DEUS

 

Resenha por João de Carvalho

 

 

Título: Você pode falar com Deus

Autor: Pedro Siqueira

Editora: Sextante

Ano: 2017

Páginas: 141


Apreciação: 5/5

Resenha:

Pedro Siqueira: escritor, advogado e professor, casado, residente no Rio de Janeiro, apreciador das artes marciais, conduz “um Grupo de Orações como católico centrado na devoção Mariana do rosário. Quando visitou, em Portugal, o Santuário de Fátima, recebeu uma mensagem de Nossa Senhora, de Santos e de Anjos”. 

Eu o tenho visto, em entrevistas em diversos programas de televisão, muito convicto do que fala, inclusive, comentando várias passagens bíblicas. É muito comunicativo e se expressa com facilidade e convicção. Trabalha na Procuradoria da União, e ministra aulas de Direito Administrativo e Processual Civil. Sobre suas vidências ainda não há um pronunciamento oficial do Vaticano.

“Pedro mostra que a prece deve fazer parte do nosso dia a dia! E que, quando rezamos com fé e acreditamos na Providência Divina, milagres acontecem em nossas vidas”. Ele, como escritor tem os seguintes livros: 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

O MAMELUCO BOABENTURA

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O Mameluco Boaventura

Autor: Eduardo Frieiro

Editora: Itatiaia

Ano: 1998

Páginas: 119


 

Pontuação: 4/5

Apreciação:

Eduardo Frieiro (1889-1982) foi professor, Fundador de Faculdade de Filosofia, Fundador e Diretor da Biblioteca Pública de Minas Gerais e pertenceu à Academia Brasileira de Letras. É autor de muitos livros, como:

O Mameluco Boaventura (Romance);

Os Livros, nossos amigos;

O diabo na Livraria do Cônego;

Feijão, Angu e Couve;

O Cabo das Tormentas (Romance);

A Ilusão Literária, etc.

Foi um escritor que amou os livros, mas que queimou 22 cadernos de anotações (4.000 páginas manuscritas). Atacou o Modernismo, especialmente seus seguidores. Escreveu que “Ser Revolucionário é fácil, difícil era ser Conservador”!  Era positivo ao aconselhar: “Ler, ler. Saber. Para quê? Para construir o próprio espírito.”  “Gosto das letras, dizia, mas não gosto dos literatos”. 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

FRANKENSTEIN

 

 

Resenha por João de Carvalho

Título: Frankenstein

Autor: Mary Shelley

1ª publicação: 1818

Nesta resenha lemos:

Editora:  Darkside

Ano: 2017

Páginas: 304



Pontuação: 5/5

Apreciação:

MARY SHELLEY (1797-1851) escritora inglesa, autora do romance “Frankenstein, que é uma ficção científica de grande aceitação mundial. Ela  nasceu em Londres, Somers Town, aos 30 de agosto de 1797, portanto, há mais de dois séculos. Seus pais foram filósofos e escritores. Casou-se aos 17 anos com Percy B. Shelley, após a morte trágica da esposa dele. Shelley desafiou, certa vez, ao poeta inglês Lorde Byron, para ver quem escreveria  a “ melhor história” de terror. 

domingo, 22 de agosto de 2021

POEMAS

 

Resenha por João de Carvalho

Título: Poemas

Autor: Gregório de Matos Guerra

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2019

Páginas: 355



Pontuação: 4/5

Apreciação:

Os melhores autores da literatura brasileira descrevem-no sempre, exaltando sua capacidade poética, no século XVII.  Tendo nascido na Bahia, em 1633 e falecido no Recife em 1696, Lamartine, célebre escritor francês, escreveu que “A alma das regiões passa para a alma dos homens” e mulheres escritoras. O meio realmente influencia quem escreve. O ser humano, na verdade, é fruto do meio ambiente em que vive. Enfim, os fatores, seguindo o crítico francês Taine, que influenciam as faculdades literárias são: a raça, o meio e o momento. 

terça-feira, 13 de julho de 2021

BANGUÊ

Resenha por João de Carvalho



Título: Banguê

Autor:  José Lins do Rego

Editora:Global

Ano: 2021

Páginas:288

Pontuação: 5/5

Apreciação:

José Lins do Rego, 1901-1957, natural da Paraíba, sendo órfão, foi criado pelo seu avô que era também dono de Engenho. Estava no auge do aproveitamento da cana de açúcar, compondo-se “o Ciclo” deste empreendimento. O Romancista buscou na sua infância toda a inspiração necessária para a construção de seus variados romances. Com isto ele conseguiu recriar literariamente, na região Nordeste, a verdadeira e bem cultivada história dos engenhos.

Como nordestino atento não deixou de explorar  história do Cangaço, cuja figura maior e mais destemida era Lampião. Suas obras principais são as seguintes: O Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Banguê (1934), O Moleque Ricardo (1935), Usina (1936), Pedra Bonita (1938), Cangaceiros (1953), Pureza (1937), Riacho Doce (1939) e Fogo Morto (1943).

sábado, 3 de julho de 2021

RITA LEE uma autobiografia

 

 Resenha por João de Carvalho

Título: Rita Lee, uma biografia

Autora: Rita Lee

Editora: Globo Livros

Ano: 2016

Páginas:294

 

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Rita Lee Jones de Carvalho é a autora da própria biografia. Nascida na Vila Mariana (SP), aos 31-12-1947, casou-se com Arnaldo Baptista, casamento que foi rompido. Contraiu novo matrimônio com Roberto de Carvalho do qual provieram os três filhos: Beto Lee, João Lee e Antônio Lee. 

Rita Lee está incluída entre as 10 maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Sua biografia é riquíssima como cantora, compositora, instrumentista, escritora, atriz, ativista brasileira, além de ser considerada a rainha do Rock Popular Brasileiro. Vendeu mais de 55 milhões de discos. Pertenceu aos Grupos: Tutti Frutti, Os Mutantes, Rita e Roberto de Carvalho. 

domingo, 6 de junho de 2021

MINHAS HISTÓRIAS DOS OUTROS

 

Resenha por João de Carvalho


Título: Minhas Histórias dos Outros

Autor: Zuenir Ventura

Editora: Objetiva

Ano: 2021

Páginas: 194


 

Pontuação: 5/5

Apreciação:

 Zuenir Carlos Ventura nasceu em Além Paraíba/MG em 1º de Junho de 1931. Começou sua vida como pintor, Contínuo de Banco, faxineiro e balconista. Na Faculdade formou-se em Letras Neolatinas. Foi professor. Como jornalista foi colunista de “O Globo”. Foi contemplado com o prêmio Jabuti, pelo livro “Cidade Partida”. Desde 2014 ocupa a cadeira nº 32 da ABL (Academia Brasileira de Letras), que fora de Suassuna. Obras principais do imortal acadêmico: “O ano não terminou, Inveja: Mal Secreto, Chico Mendes: Crime e Castigo, O que fizemos de Nós, Sagrada Família, Cidade Partida.” Chegou aos  noventa anos, vacinado, celebrando a vida, criticando o momento atual maltratado pela pandemia. Em sua vitoriosa vida no mundo literário, relançou “Minhas Histórias dos Outros”. 

O Jornal “O Tempo”, de 01.06.2021, fls. 24,texto de Bruno Mateus, homenageou este escritor, comentando “Minhas Histórias dos Outros” e “traça um panorama do Brasil da ditadura à redemocratização, da revolução sexual à chegada da AIDS e divide com o leitor histórias com personagens da expressão de Nelson Rodrigues, Betinho, Hélio Pelegrino, Darcy Ribeiro e Glauber Rocha. O novo volume traz textos inéditos sobre entrevista com Carlos Drummond de Andrade e um encontro com os quatro Antônios seguintes: Antônio Callado, Antônio Cândido, Antônio Houaiss e Antônio Carlos Jobim. É um escritor alegre, otimista esperançoso de que o povo saiba e possa lutar pelos seus direitos e por tempos melhores”. 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

ECCE HOMO

 Resenha por João de Carvalho

Título: Ecce Homo

Autor: Friedrich Nietzsche

Editora: Rideel

Edição: 1ª

Ano:  2005

Página: 127



Pontuação:   3/5

 

Apreciação: 

Nietzsche (1844 -1900) nasceu em Rocken, próximo a Leipzig, na Alemanha. Descendente de família protestante estudou na Universidade de Bonn, concentrando-se mais na filologia (Ciência que estuda os textos literários para estabelecer sua autenticidade e significação. É a linguística histórica!).  Seus últimos dez anos de vida foram particularmente dramáticos. Grave doença fê-lo perder a sanidade mental. Morreu em Weimar a capital da Alemanha, no dia 25 de Agosto de 1900”.

Sua Obra obedece três fases, segundo alguns estudiosos da filosofia contemporânea: pessimismo romântico, positivismo cético e período de reconstrução. Tudo se encontra na apresentação do livro em descrição rápida, que ora fazemos. Ele mesmo se definia assim: “Não sou um homem, sou uma dinamite”. É dele também esta expressão: “Quem vos fala é o primeiro niilista perfeito da Europa”. Ser “niilista” significa não crer em nenhuma verdade moral ou hierárquica de valores pré-estabelecidos. Na verdade ele defendia outros valores afirmativos da vida, capazes de expandir as energias latentes em nós. Em suma, Nietzsche concluiu que não existem as noções absolutas de bem e de mal. Para ele as concepções morais surgem com os homens a partir das necessidades deles, etc. 

domingo, 11 de abril de 2021

O CASTELO DE PAPEL

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O CASTELO DE PAPEL

Autora: Mary del Priore

Editora: Rocco Ltda.

Edição ano: 2013

Páginas: 302


 

Pontuação: 5/5 

Apreciação:

Mary del Priore, autora de 36 livros de história do Brasil. Sócia do Instituto Histórico Brasileiro. Correspondente e acadêmica de diversas entidades específicas e institutos históricos. Sua atuação principal é em São Paulo, onde conquistou 21 prêmios literários. Com notável e versátil talento, entre outros escreveu estes livros: Histórias e conversas de mulher, Matar para não morrer, Sobreviventes guerreiros, Beije-me onde o sol não alcança, Histórias da gente brasileira, etc.

Um casamento arranjado entre a família imperial brasileira e a dinastia Orléans uniu a princesa Isabel e o conde d’Eu. Ele, um nobre europeu, neto do último rei da França. Ela, obediente filha e herdeira do Império do Brasil. A união por interesses familiares não impediu que fossem apaixonados por toda a vida, representando o retrato acabado do romance do século XIX. Narrando a biografia entrecruzada do casal, O Castelo de Papel revela a tensa atmosfera de um mundo em transição. Na Europa, monarquias estavam em crise e a industrialização criava um proletariado cada vez mais ativo. A nobreza defendia seus direitos em arranjos familiares  alianças dinásticas, enquanto no Brasil o Império parecia imune aos novos ventos. Historiadora e uma das mais especialistas no período do Brasil Império, Mary del Priore é conhecida por combinar o rigor da pesquisa historiográfica com uma narrativa fluida e romanceada. Neste livro, ela apresenta, através da vida do casal, um tempo em que reis perdiam suas coroas, barões eram aposentados de sua grandeza, mas  que, como mostra o romance, príncipes e princesas ainda casavam e eram felizes para sempre”(Orelha interna do Livro).

domingo, 28 de março de 2021

O RETRATO DE DORIAN GRAY

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O Retrato de Dorian Gray

Autor:  Oscar Wilde

Editora: Martin Claret Ltda.

Edição: 2ª

Ano: 2014

Páginas: 254

 

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Oscar Fingal O’Flahertie Willis Wilde, nasceu aos 16 de outubro de 1854 (Dublin, Irlanda). Faleceu aos 30 de novembro de 1900. (Paris, França). Escreveu, entre outros os seguintes livros: ROMANCE: O Retrato de Dorian Gray, 1890; CONTOS: O Fantasma de Conterville, 1887; O Príncipe Feliz, 1888; O Crime de Lorde Arthur Savile, 1891; PEÇAS: O Leque de Lady Windermere, 1892; Salomé, 1893/94; Uma Mulher Sem Importância, 1893; Um Marido Ideal, 1895; A Importância de Ser Prudente, 1895. POESIAS: Poemas, 1881; A Esfinge, 1894; A Balada do Cárcere de Reading, 1898. ENSAIOS: A Alma do Homem Sob o Socialismo, 1891; De Profundis, 1905.

 

Foi sempre um destaque ao se vestir. Foi sempre elegante! Foi preso, durante 2 anos por atentado ao pudor. Estava falido e banido pela sociedade. Viveu sob o pseudônimo de “Sebastian Melmonth”. Sua poesia foi publicada em 1881. Seu único romance foi “O Retrato de Dorian Gray”, que causou polêmica por sua temática homoerótica. Ele, após sofrer julgamentos e condenações, foi o único, na sua época, a defender o amor “entre iguais”. Foi dramaturgo, romancista, poeta, esteta, ativista, autor de contos, famoso pela decadência e pela sagacidade sem paralelos. Sua vida foi agitada à época, pela homossexualidade. Foi casado e teve dois filhos.

domingo, 14 de março de 2021

RUTH

 

            Resenha por João de Carvalho

Título: RUTH

Autora: Elizabeth Gaskell

Editora: PedrAzul Editora

Ano:  2020

Tradução de: Amanda Magri

Páginas: 352

Pontuação: 5/5

 Apreciação:

Elizabeth Cleghorn Stevenson nasceu em 29 de setembro de 1810, Londres, Inglaterra, e, morreu aos 12 de novembro de 1865. Seu estilo e gênero marcam a grande cronista e seu tempo, com descrições fascinantes, observações minuciosas sobre a natureza humana ao lado de comentários sociais. Esposa de William Gaskell, pastor da igreja Unitária, escreveu muito e ajudava-o em sua missão junto as pobres. “Seu romance Ruth provocou escândalo na sociedade da época por abordar o destino de uma mulher seduzida, e, portanto ‘perdida’ e sua experiência ao sofrer o ostracismo social.” (Âmsin Pickeral).

 

Certamente, foi ela uma das mais poderosas e refinadas romancistas femininas de sua época. – Romances de sua autoria: Mary Barton, Cranford, Ruth (1853), Norte e Sul, Os Amores de Sylvia, A Prima Phillis, Esposas e filhas. – Contos: A Pobre Clare, The Grey Woman. – Não ficção: A Vida de Charlotte Bronte, de quem ela era amiga.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

FRANCISCO DE ASSIS

 Resenha por João de Carvalho

Título: Francisco de Assis

Autor: João Nunes Maia

Editora: fonte Viva

Ano:  2018

Edição: 36ª

Página: 404



Pontuação:   5/5

 

Apreciação:

João Nunes Maia, “amigo e seguidor de Francisco de Assis na personalidade de Shaolin – irmão Luiz, além de descrever lances desconhecidos da vida e da obra de Francisco de Assis, enfoca, com felicidade rara, dentro da filosofia reencarnacionista, a ação inestimável dos Espíritos enobrecidos pelas conquistas morais, na obra infinita do Criador, em colaboração direta com Jesus, na sublime direção deste planeta”.

O Sumário apresenta 28 títulos que nomeiam os respectivos capítulos. Até o 16° capítulo, cita-se um versículo da Bíblia, com uma boa relação de sentido com o conteúdo exposto. Os demais aparecem apenas numerados. Opção do autor!

Francisco de Assis nasceu em 1182 e faleceu em 1226, vivendo apenas 44 anos. A mãe queria que se chamasse João, e, o pai definiu por Francisco. Chamado espiritualmente para servir a Igreja, dizem que já bastante desgastado pelo tempo e pelos seus membros, fez votos de pobreza, pregando sempre sua doutrina com fé, exemplo, vigor e amor. Fundou “a ordem dos irmãos mendigos de Assis”, mais tarde convertido em Franciscanos, com o protetor Cardeal Ugolino. Dizem que tendo ido à Palestina, foi preso pelo Sultão, mas libertado após “caminhar sobre brasas”. A vida deste homem iluminado foi uma extraordinária força para a igreja. Foi contemplado com a impressão das Chagas de Cristo em suas mãos e pés.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

NOITE & DIA

 Resenha por João de Carvalho

Título: Noite & dia

Autora: Virgínia Woolf

Editora: PedrAzul Editora

Ano:  2021

Edição: 1ª

Página: 400



Pontuação:   5/5

Apreciação:

Adeline Virgínia Woolf, (1882-1941), Londres na Inglaterra, de origem burguesa, sendo seu pai editor e crítico literário. Entrou, com estímulo paterno (Leslie Stephen) para o mundo literário, após uma educação familiar, frequentando a biblioteca da família. Este livro – Noite & Dia – romance foi concluído no final da 1ª Grande Guerra, 1918. Entretanto, este fato não é o assunto desta obra literária.

Principais romances: A viagem, O quarto de Jacob, Passeio ao farol, As ondas, Os anos, Entre atos, “Orlando” superconhecido no mundo literário em 1928, até hoje muito lido e apreciado, porque trata de um assunto muito atual. No Gênero não ficção destacamos: O Leitor comum, Um teto todo seu, Cenas Londrinas, Moderna Ficção.

Comentam os escritores que Virgínia Wolf sofria de transtorno bipolar, terminando de forma trágica, infelizmente. O estilo literário pioneiro dela, suas credenciais feministas, a personalidade exuberante e a instabilidade emocional transformaram-na em objeto de fascínio para Hollywood. Sua personalidade e Obra literária foram tema de uma série de filmes, como: Orlando, 1992; Mrs. Dalloway, 1997 e As horas, 2002.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

EM BUSCA DE JESUS

 Resenha por João de Carvalho

Título: Em busca de Jesus

Autor: David Gibson, Michael McKinley

Editora: Fontanar

Ano:  2015

Edição: 1ª

Página: 243



Apreciação:   5/5

 

Resenha:

David Gibson, jornalista, autor e diretor de cinema, especialista em cobrir temas da Igreja Católica, e Michael McKinley, jornalista, roteirista e cineasta premiado, são os autores deste livro: Em Busca de Jesus. É um olhar novo, atual e corajoso de Cristo e seu tempo, com destaque para personagens contemporâneos d’Ele.

Esta obra literária surpreende fiéis e céticos sobre o Sudário, pedaços da Cruz, Madalena e João Batista.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

A BESTA HUMANA

 Resenha por João de Carvalho

Título: A Besta Humana

Autor: Émile Zola

Editora: Zahar

Ano:  2014

Página: 368



Pontuação:   5/5

 

Apreciação: 

Émile Edward Charles Antoine Zola, nascido aos 02 de abril de 1840 (Paris) e falecido aos 28 de setembro de 1902, também em Paris. Infância marcada pela pobreza, assim como a juventude. Suas obras podem ser consideradas sob estes dois aspectos:

1) ROMANCES: A Confissão de Claude, Theresa Roquin, e, a série “Os Rougon-Macuart que inclui: Germinal (1885), A besta humana (1890) e outras obras importantes;

2) JORNALISMO: com destaque especial para: “Eu acuso” (1898), quando Zola defendeu com veemência o Oficial do Exército francês chamado Alfred Dreyfus, em um caso de traição de grande repercussão nacional. A defesa produzida por Zola e publicada no Jornal “A Aurora” começava com: “Eu acuso”. Por isso foi perseguido, tendo se refugiado na Inglaterra. Consta-se também que o nosso gênio da tribuna, Ruy Barbosa, dera-lhe cobertura, via Habeas Corpus. Dreyfus foi absolvido! Lê-se também em comentários diversos que Zola morreu por asfixia, talvez por trama de conspiradores anti-Dreyfus! Sua produção romanesca atinge a cifra de 20 volumes. Foi um grande e excepcional escritor de sua época. Foi considerado o fundador da ficção naturalista.

domingo, 27 de dezembro de 2020

O SERMÃO DA SEXAGÉSIMA

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O Sermão da Sexagésima

Autor: Padre Antônio Vieira

Editora: Moderna

Ano: edição de 2017

Página: 144



Apreciação:   5/5

 

Síntese:

ANTÔNIO VIEIRA nasceu em Lisboa aos 06.02.1608 e faleceu em Salvador aos 18.07.1697 tendo vivido 89 anos. Foi um grande pregador Jesuíta. Chegou ao Brasil aos sete anos, revelando sua vocação para a carreira religiosa, ordenando-se sacerdote. Foi privilegiado com extraordinário dom oratório, suplantando aos demais prelados de sua época. Foi desterrado; perseguido pela impiedosa inquisição, mas conseguiu o perdão após intensas conversações com Roma, graças à sua extraordinária habilidade política e argumentações com a língua portuguesa.

 

Vivendo no século XVII foi ele a expressão do espírito barroco. Seu grande objetivo era maravilhar, ensinar, inquietar. Foi um gênio no púlpito das igrejas, como orador admirável, empolgante e diplomata. Um pregador por excelência. Defendeu, com todos os recursos da oratória e da Lógica, os índios, os judeus, a abolição de escravos e sobretudo criticou a inquisição. Foi o grande missionário da “Companhia de Jesus”. Eu, particularmente, gosto de ler seu “Sermão do bom ladrão”, onde critica com veemência, coragem e sabedoria, a “arte de roubar” pelos grandes políticos e autoridades da época. Foi o grande personagem nacional e internacional do século XVII, em termos de política, oratória e missionário. Interessante, não é e nunca foi considerado santo, mas como sacerdote e testemunha profética sua festa litúrgica é aos 18 de Julho. Caso interessante e único que li. Vejam o conteúdo do Sermão da Sexagésima: