terça-feira, 12 de outubro de 2021

VOCÊ PODE FALAR COM DEUS

 

Resenha por João de Carvalho

 

 

Título: Você pode falar com Deus

Autor: Pedro Siqueira

Editora: Sextante

Ano: 2017

Páginas: 141


Apreciação: 5/5

Resenha:

Pedro Siqueira: escritor, advogado e professor, casado, residente no Rio de Janeiro, apreciador das artes marciais, conduz “um Grupo de Orações como católico centrado na devoção Mariana do rosário. Quando visitou, em Portugal, o Santuário de Fátima, recebeu uma mensagem de Nossa Senhora, de Santos e de Anjos”. 

Eu o tenho visto, em entrevistas em diversos programas de televisão, muito convicto do que fala, inclusive, comentando várias passagens bíblicas. É muito comunicativo e se expressa com facilidade e convicção. Trabalha na Procuradoria da União, e ministra aulas de Direito Administrativo e Processual Civil. Sobre suas vidências ainda não há um pronunciamento oficial do Vaticano.

“Pedro mostra que a prece deve fazer parte do nosso dia a dia! E que, quando rezamos com fé e acreditamos na Providência Divina, milagres acontecem em nossas vidas”. Ele, como escritor tem os seguintes livros: 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

O MAMELUCO BOABENTURA

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O Mameluco Boaventura

Autor: Eduardo Frieiro

Editora: Itatiaia

Ano: 1998

Páginas: 119


 

Pontuação: 4/5

Apreciação:

Eduardo Frieiro (1889-1982) foi professor, Fundador de Faculdade de Filosofia, Fundador e Diretor da Biblioteca Pública de Minas Gerais e pertenceu à Academia Brasileira de Letras. É autor de muitos livros, como:

O Mameluco Boaventura (Romance);

Os Livros, nossos amigos;

O diabo na Livraria do Cônego;

Feijão, Angu e Couve;

O Cabo das Tormentas (Romance);

A Ilusão Literária, etc.

Foi um escritor que amou os livros, mas que queimou 22 cadernos de anotações (4.000 páginas manuscritas). Atacou o Modernismo, especialmente seus seguidores. Escreveu que “Ser Revolucionário é fácil, difícil era ser Conservador”!  Era positivo ao aconselhar: “Ler, ler. Saber. Para quê? Para construir o próprio espírito.”  “Gosto das letras, dizia, mas não gosto dos literatos”. 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

FRANKENSTEIN

 

 

Resenha por João de Carvalho

Título: Frankenstein

Autor: Mary Shelley

1ª publicação: 1818

Nesta resenha lemos:

Editora:  Darkside

Ano: 2017

Páginas: 304



Pontuação: 5/5

Apreciação:

MARY SHELLEY (1797-1851) escritora inglesa, autora do romance “Frankenstein, que é uma ficção científica de grande aceitação mundial. Ela  nasceu em Londres, Somers Town, aos 30 de agosto de 1797, portanto, há mais de dois séculos. Seus pais foram filósofos e escritores. Casou-se aos 17 anos com Percy B. Shelley, após a morte trágica da esposa dele. Shelley desafiou, certa vez, ao poeta inglês Lorde Byron, para ver quem escreveria  a “ melhor história” de terror. 

domingo, 22 de agosto de 2021

POEMAS

 

Resenha por João de Carvalho

Título: Poemas

Autor: Gregório de Matos Guerra

Editora: Companhia das Letras

Ano: 2019

Páginas: 355



Pontuação: 4/5

Apreciação:

Os melhores autores da literatura brasileira descrevem-no sempre, exaltando sua capacidade poética, no século XVII.  Tendo nascido na Bahia, em 1633 e falecido no Recife em 1696, Lamartine, célebre escritor francês, escreveu que “A alma das regiões passa para a alma dos homens” e mulheres escritoras. O meio realmente influencia quem escreve. O ser humano, na verdade, é fruto do meio ambiente em que vive. Enfim, os fatores, seguindo o crítico francês Taine, que influenciam as faculdades literárias são: a raça, o meio e o momento. 

terça-feira, 13 de julho de 2021

BANGUÊ

Resenha por João de Carvalho



Título: Banguê

Autor:  José Lins do Rego

Editora:Global

Ano: 2021

Páginas:288

Pontuação: 5/5

Apreciação:

José Lins do Rego, 1901-1957, natural da Paraíba, sendo órfão, foi criado pelo seu avô que era também dono de Engenho. Estava no auge do aproveitamento da cana de açúcar, compondo-se “o Ciclo” deste empreendimento. O Romancista buscou na sua infância toda a inspiração necessária para a construção de seus variados romances. Com isto ele conseguiu recriar literariamente, na região Nordeste, a verdadeira e bem cultivada história dos engenhos.

Como nordestino atento não deixou de explorar  história do Cangaço, cuja figura maior e mais destemida era Lampião. Suas obras principais são as seguintes: O Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Banguê (1934), O Moleque Ricardo (1935), Usina (1936), Pedra Bonita (1938), Cangaceiros (1953), Pureza (1937), Riacho Doce (1939) e Fogo Morto (1943).

sábado, 3 de julho de 2021

RITA LEE uma autobiografia

 

 Resenha por João de Carvalho

Título: Rita Lee, uma biografia

Autora: Rita Lee

Editora: Globo Livros

Ano: 2016

Páginas:294

 

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Rita Lee Jones de Carvalho é a autora da própria biografia. Nascida na Vila Mariana (SP), aos 31-12-1947, casou-se com Arnaldo Baptista, casamento que foi rompido. Contraiu novo matrimônio com Roberto de Carvalho do qual provieram os três filhos: Beto Lee, João Lee e Antônio Lee. 

Rita Lee está incluída entre as 10 maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Sua biografia é riquíssima como cantora, compositora, instrumentista, escritora, atriz, ativista brasileira, além de ser considerada a rainha do Rock Popular Brasileiro. Vendeu mais de 55 milhões de discos. Pertenceu aos Grupos: Tutti Frutti, Os Mutantes, Rita e Roberto de Carvalho. 

domingo, 6 de junho de 2021

MINHAS HISTÓRIAS DOS OUTROS

 

Resenha por João de Carvalho


Título: Minhas Histórias dos Outros

Autor: Zuenir Ventura

Editora: Objetiva

Ano: 2021

Páginas: 194


 

Pontuação: 5/5

Apreciação:

 Zuenir Carlos Ventura nasceu em Além Paraíba/MG em 1º de Junho de 1931. Começou sua vida como pintor, Contínuo de Banco, faxineiro e balconista. Na Faculdade formou-se em Letras Neolatinas. Foi professor. Como jornalista foi colunista de “O Globo”. Foi contemplado com o prêmio Jabuti, pelo livro “Cidade Partida”. Desde 2014 ocupa a cadeira nº 32 da ABL (Academia Brasileira de Letras), que fora de Suassuna. Obras principais do imortal acadêmico: “O ano não terminou, Inveja: Mal Secreto, Chico Mendes: Crime e Castigo, O que fizemos de Nós, Sagrada Família, Cidade Partida.” Chegou aos  noventa anos, vacinado, celebrando a vida, criticando o momento atual maltratado pela pandemia. Em sua vitoriosa vida no mundo literário, relançou “Minhas Histórias dos Outros”. 

O Jornal “O Tempo”, de 01.06.2021, fls. 24,texto de Bruno Mateus, homenageou este escritor, comentando “Minhas Histórias dos Outros” e “traça um panorama do Brasil da ditadura à redemocratização, da revolução sexual à chegada da AIDS e divide com o leitor histórias com personagens da expressão de Nelson Rodrigues, Betinho, Hélio Pelegrino, Darcy Ribeiro e Glauber Rocha. O novo volume traz textos inéditos sobre entrevista com Carlos Drummond de Andrade e um encontro com os quatro Antônios seguintes: Antônio Callado, Antônio Cândido, Antônio Houaiss e Antônio Carlos Jobim. É um escritor alegre, otimista esperançoso de que o povo saiba e possa lutar pelos seus direitos e por tempos melhores”. 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

ECCE HOMO

 Resenha por João de Carvalho

Título: Ecce Homo

Autor: Friedrich Nietzsche

Editora: Rideel

Edição: 1ª

Ano:  2005

Página: 127



Pontuação:   3/5

 

Apreciação: 

Nietzsche (1844 -1900) nasceu em Rocken, próximo a Leipzig, na Alemanha. Descendente de família protestante estudou na Universidade de Bonn, concentrando-se mais na filologia (Ciência que estuda os textos literários para estabelecer sua autenticidade e significação. É a linguística histórica!).  Seus últimos dez anos de vida foram particularmente dramáticos. Grave doença fê-lo perder a sanidade mental. Morreu em Weimar a capital da Alemanha, no dia 25 de Agosto de 1900”.

Sua Obra obedece três fases, segundo alguns estudiosos da filosofia contemporânea: pessimismo romântico, positivismo cético e período de reconstrução. Tudo se encontra na apresentação do livro em descrição rápida, que ora fazemos. Ele mesmo se definia assim: “Não sou um homem, sou uma dinamite”. É dele também esta expressão: “Quem vos fala é o primeiro niilista perfeito da Europa”. Ser “niilista” significa não crer em nenhuma verdade moral ou hierárquica de valores pré-estabelecidos. Na verdade ele defendia outros valores afirmativos da vida, capazes de expandir as energias latentes em nós. Em suma, Nietzsche concluiu que não existem as noções absolutas de bem e de mal. Para ele as concepções morais surgem com os homens a partir das necessidades deles, etc. 

domingo, 11 de abril de 2021

O CASTELO DE PAPEL

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O CASTELO DE PAPEL

Autora: Mary del Priore

Editora: Rocco Ltda.

Edição ano: 2013

Páginas: 302


 

Pontuação: 5/5 

Apreciação:

Mary del Priore, autora de 36 livros de história do Brasil. Sócia do Instituto Histórico Brasileiro. Correspondente e acadêmica de diversas entidades específicas e institutos históricos. Sua atuação principal é em São Paulo, onde conquistou 21 prêmios literários. Com notável e versátil talento, entre outros escreveu estes livros: Histórias e conversas de mulher, Matar para não morrer, Sobreviventes guerreiros, Beije-me onde o sol não alcança, Histórias da gente brasileira, etc.

Um casamento arranjado entre a família imperial brasileira e a dinastia Orléans uniu a princesa Isabel e o conde d’Eu. Ele, um nobre europeu, neto do último rei da França. Ela, obediente filha e herdeira do Império do Brasil. A união por interesses familiares não impediu que fossem apaixonados por toda a vida, representando o retrato acabado do romance do século XIX. Narrando a biografia entrecruzada do casal, O Castelo de Papel revela a tensa atmosfera de um mundo em transição. Na Europa, monarquias estavam em crise e a industrialização criava um proletariado cada vez mais ativo. A nobreza defendia seus direitos em arranjos familiares  alianças dinásticas, enquanto no Brasil o Império parecia imune aos novos ventos. Historiadora e uma das mais especialistas no período do Brasil Império, Mary del Priore é conhecida por combinar o rigor da pesquisa historiográfica com uma narrativa fluida e romanceada. Neste livro, ela apresenta, através da vida do casal, um tempo em que reis perdiam suas coroas, barões eram aposentados de sua grandeza, mas  que, como mostra o romance, príncipes e princesas ainda casavam e eram felizes para sempre”(Orelha interna do Livro).

domingo, 28 de março de 2021

O RETRATO DE DORIAN GRAY

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O Retrato de Dorian Gray

Autor:  Oscar Wilde

Editora: Martin Claret Ltda.

Edição: 2ª

Ano: 2014

Páginas: 254

 

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Oscar Fingal O’Flahertie Willis Wilde, nasceu aos 16 de outubro de 1854 (Dublin, Irlanda). Faleceu aos 30 de novembro de 1900. (Paris, França). Escreveu, entre outros os seguintes livros: ROMANCE: O Retrato de Dorian Gray, 1890; CONTOS: O Fantasma de Conterville, 1887; O Príncipe Feliz, 1888; O Crime de Lorde Arthur Savile, 1891; PEÇAS: O Leque de Lady Windermere, 1892; Salomé, 1893/94; Uma Mulher Sem Importância, 1893; Um Marido Ideal, 1895; A Importância de Ser Prudente, 1895. POESIAS: Poemas, 1881; A Esfinge, 1894; A Balada do Cárcere de Reading, 1898. ENSAIOS: A Alma do Homem Sob o Socialismo, 1891; De Profundis, 1905.

 

Foi sempre um destaque ao se vestir. Foi sempre elegante! Foi preso, durante 2 anos por atentado ao pudor. Estava falido e banido pela sociedade. Viveu sob o pseudônimo de “Sebastian Melmonth”. Sua poesia foi publicada em 1881. Seu único romance foi “O Retrato de Dorian Gray”, que causou polêmica por sua temática homoerótica. Ele, após sofrer julgamentos e condenações, foi o único, na sua época, a defender o amor “entre iguais”. Foi dramaturgo, romancista, poeta, esteta, ativista, autor de contos, famoso pela decadência e pela sagacidade sem paralelos. Sua vida foi agitada à época, pela homossexualidade. Foi casado e teve dois filhos.

domingo, 14 de março de 2021

RUTH

 

            Resenha por João de Carvalho

Título: RUTH

Autora: Elizabeth Gaskell

Editora: PedrAzul Editora

Ano:  2020

Tradução de: Amanda Magri

Páginas: 352

Pontuação: 5/5

 Apreciação:

Elizabeth Cleghorn Stevenson nasceu em 29 de setembro de 1810, Londres, Inglaterra, e, morreu aos 12 de novembro de 1865. Seu estilo e gênero marcam a grande cronista e seu tempo, com descrições fascinantes, observações minuciosas sobre a natureza humana ao lado de comentários sociais. Esposa de William Gaskell, pastor da igreja Unitária, escreveu muito e ajudava-o em sua missão junto as pobres. “Seu romance Ruth provocou escândalo na sociedade da época por abordar o destino de uma mulher seduzida, e, portanto ‘perdida’ e sua experiência ao sofrer o ostracismo social.” (Âmsin Pickeral).

 

Certamente, foi ela uma das mais poderosas e refinadas romancistas femininas de sua época. – Romances de sua autoria: Mary Barton, Cranford, Ruth (1853), Norte e Sul, Os Amores de Sylvia, A Prima Phillis, Esposas e filhas. – Contos: A Pobre Clare, The Grey Woman. – Não ficção: A Vida de Charlotte Bronte, de quem ela era amiga.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

FRANCISCO DE ASSIS

 Resenha por João de Carvalho

Título: Francisco de Assis

Autor: João Nunes Maia

Editora: fonte Viva

Ano:  2018

Edição: 36ª

Página: 404



Pontuação:   5/5

 

Apreciação:

João Nunes Maia, “amigo e seguidor de Francisco de Assis na personalidade de Shaolin – irmão Luiz, além de descrever lances desconhecidos da vida e da obra de Francisco de Assis, enfoca, com felicidade rara, dentro da filosofia reencarnacionista, a ação inestimável dos Espíritos enobrecidos pelas conquistas morais, na obra infinita do Criador, em colaboração direta com Jesus, na sublime direção deste planeta”.

O Sumário apresenta 28 títulos que nomeiam os respectivos capítulos. Até o 16° capítulo, cita-se um versículo da Bíblia, com uma boa relação de sentido com o conteúdo exposto. Os demais aparecem apenas numerados. Opção do autor!

Francisco de Assis nasceu em 1182 e faleceu em 1226, vivendo apenas 44 anos. A mãe queria que se chamasse João, e, o pai definiu por Francisco. Chamado espiritualmente para servir a Igreja, dizem que já bastante desgastado pelo tempo e pelos seus membros, fez votos de pobreza, pregando sempre sua doutrina com fé, exemplo, vigor e amor. Fundou “a ordem dos irmãos mendigos de Assis”, mais tarde convertido em Franciscanos, com o protetor Cardeal Ugolino. Dizem que tendo ido à Palestina, foi preso pelo Sultão, mas libertado após “caminhar sobre brasas”. A vida deste homem iluminado foi uma extraordinária força para a igreja. Foi contemplado com a impressão das Chagas de Cristo em suas mãos e pés.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

NOITE & DIA

 Resenha por João de Carvalho

Título: Noite & dia

Autora: Virgínia Woolf

Editora: PedrAzul Editora

Ano:  2021

Edição: 1ª

Página: 400



Pontuação:   5/5

Apreciação:

Adeline Virgínia Woolf, (1882-1941), Londres na Inglaterra, de origem burguesa, sendo seu pai editor e crítico literário. Entrou, com estímulo paterno (Leslie Stephen) para o mundo literário, após uma educação familiar, frequentando a biblioteca da família. Este livro – Noite & Dia – romance foi concluído no final da 1ª Grande Guerra, 1918. Entretanto, este fato não é o assunto desta obra literária.

Principais romances: A viagem, O quarto de Jacob, Passeio ao farol, As ondas, Os anos, Entre atos, “Orlando” superconhecido no mundo literário em 1928, até hoje muito lido e apreciado, porque trata de um assunto muito atual. No Gênero não ficção destacamos: O Leitor comum, Um teto todo seu, Cenas Londrinas, Moderna Ficção.

Comentam os escritores que Virgínia Wolf sofria de transtorno bipolar, terminando de forma trágica, infelizmente. O estilo literário pioneiro dela, suas credenciais feministas, a personalidade exuberante e a instabilidade emocional transformaram-na em objeto de fascínio para Hollywood. Sua personalidade e Obra literária foram tema de uma série de filmes, como: Orlando, 1992; Mrs. Dalloway, 1997 e As horas, 2002.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

EM BUSCA DE JESUS

 Resenha por João de Carvalho

Título: Em busca de Jesus

Autor: David Gibson, Michael McKinley

Editora: Fontanar

Ano:  2015

Edição: 1ª

Página: 243



Apreciação:   5/5

 

Resenha:

David Gibson, jornalista, autor e diretor de cinema, especialista em cobrir temas da Igreja Católica, e Michael McKinley, jornalista, roteirista e cineasta premiado, são os autores deste livro: Em Busca de Jesus. É um olhar novo, atual e corajoso de Cristo e seu tempo, com destaque para personagens contemporâneos d’Ele.

Esta obra literária surpreende fiéis e céticos sobre o Sudário, pedaços da Cruz, Madalena e João Batista.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

A BESTA HUMANA

 Resenha por João de Carvalho

Título: A Besta Humana

Autor: Émile Zola

Editora: Zahar

Ano:  2014

Página: 368



Pontuação:   5/5

 

Apreciação: 

Émile Edward Charles Antoine Zola, nascido aos 02 de abril de 1840 (Paris) e falecido aos 28 de setembro de 1902, também em Paris. Infância marcada pela pobreza, assim como a juventude. Suas obras podem ser consideradas sob estes dois aspectos:

1) ROMANCES: A Confissão de Claude, Theresa Roquin, e, a série “Os Rougon-Macuart que inclui: Germinal (1885), A besta humana (1890) e outras obras importantes;

2) JORNALISMO: com destaque especial para: “Eu acuso” (1898), quando Zola defendeu com veemência o Oficial do Exército francês chamado Alfred Dreyfus, em um caso de traição de grande repercussão nacional. A defesa produzida por Zola e publicada no Jornal “A Aurora” começava com: “Eu acuso”. Por isso foi perseguido, tendo se refugiado na Inglaterra. Consta-se também que o nosso gênio da tribuna, Ruy Barbosa, dera-lhe cobertura, via Habeas Corpus. Dreyfus foi absolvido! Lê-se também em comentários diversos que Zola morreu por asfixia, talvez por trama de conspiradores anti-Dreyfus! Sua produção romanesca atinge a cifra de 20 volumes. Foi um grande e excepcional escritor de sua época. Foi considerado o fundador da ficção naturalista.

domingo, 27 de dezembro de 2020

O SERMÃO DA SEXAGÉSIMA

 

Resenha por João de Carvalho

Título: O Sermão da Sexagésima

Autor: Padre Antônio Vieira

Editora: Moderna

Ano: edição de 2017

Página: 144



Apreciação:   5/5

 

Síntese:

ANTÔNIO VIEIRA nasceu em Lisboa aos 06.02.1608 e faleceu em Salvador aos 18.07.1697 tendo vivido 89 anos. Foi um grande pregador Jesuíta. Chegou ao Brasil aos sete anos, revelando sua vocação para a carreira religiosa, ordenando-se sacerdote. Foi privilegiado com extraordinário dom oratório, suplantando aos demais prelados de sua época. Foi desterrado; perseguido pela impiedosa inquisição, mas conseguiu o perdão após intensas conversações com Roma, graças à sua extraordinária habilidade política e argumentações com a língua portuguesa.

 

Vivendo no século XVII foi ele a expressão do espírito barroco. Seu grande objetivo era maravilhar, ensinar, inquietar. Foi um gênio no púlpito das igrejas, como orador admirável, empolgante e diplomata. Um pregador por excelência. Defendeu, com todos os recursos da oratória e da Lógica, os índios, os judeus, a abolição de escravos e sobretudo criticou a inquisição. Foi o grande missionário da “Companhia de Jesus”. Eu, particularmente, gosto de ler seu “Sermão do bom ladrão”, onde critica com veemência, coragem e sabedoria, a “arte de roubar” pelos grandes políticos e autoridades da época. Foi o grande personagem nacional e internacional do século XVII, em termos de política, oratória e missionário. Interessante, não é e nunca foi considerado santo, mas como sacerdote e testemunha profética sua festa litúrgica é aos 18 de Julho. Caso interessante e único que li. Vejam o conteúdo do Sermão da Sexagésima:

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

A MULHER DE BRANCO

 

Resenha por João de Carvalho

Título: A  Mulher de Branco

Autor: Wilkie Collins

Editora: PedrAzul Editora

Ano:  2019

Página: 460



Apreciação:   5/5

 

Síntese:

Wiliam Wilkie Collins, 1824-1889, romancista, dramaturgo e contista. Escreveu vinte e sete romances, mais de cinquenta contos, quinze peças teatrais e cerca de cem peças de não ficção. Suas obras são conhecidas pelos temas dramáticos intercalados com humor, pelos enredos melodramáticos e por uma aura ocasional de mistério sinistro, dizem os melhores Comentaristas. Apesar de ter levado certa vida boêmia, com duas mulheres, simultaneamente, gozou sempre de um caráter forte e atraente. 

Suas obras refletem também temas sobre filhos ilegítimos, divórcio e até vivissecção. Foi um grande amigo e admirador de Charles Dickens, escritor extremamente prolífico, que viveu entre 1812 e 1870. As obras de Collins são, entre outras: A Pedra da Lua (1868), O Hotel Assombrado (1878), O Abismo (1857), Coração e Ciência (1883), Armadale (1866), A Mulher de Branco (1860), esta em apresentação que conquistou a imaginação do mundo de tal forma que W. Collins teve em sua própria lápide esta inscrição: “Autor de A Mulher de Branco”!

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O PROFESSOR

 

Resenha por João de Carvalho


Título: O Professor

Autora: Charlotte Brontë  (Tradução de Amanda Magri)

Editora: PedrAzul Editora

Ano:  2019

Página: 255


Apreciação:   5/5

 

Síntese:

Charlotte Brontë, grande notável escritora e poetisa, experiente na vida por ser a mais velha de três irmãs, legou para nós seus leitores excelentes romances, dignos de figurarem nas estantes dos Leitores de todo o Brasil. Esta primorosa autora vem perfeitamente descrita nas apresentações deste Livro: O Professor!