Maria José Aranha de Rezende
Não deves insistir, o que passou, morreu,
O que fui para ti jamais poderei ser!
Podes oferecer-me agora o próprio céu
Que contigo no céu não poderei viver!
Como custou riscar-te da memória!
Como tardou a vir o esquecimento!
Mas consegui, por fim, esta vitória
Que pôs termo ao meu grande sofrimento...
Nada conseguirás. Eu nunca voltarei.
Mesmo que a tua vida dependesse
Do meu beijo, o beijo eu negaria.
Porque com a mesma força que te amei,
Eu te esqueci, também... E se eu cedesse
Vergonha de mim mesma eu sentiria!
















