quarta-feira, 26 de setembro de 2018

CÂNDIDO ou o OTIMISMO


Apreciação por João de Carvalho


Título: Cândido ou o Otimismo
Autor: Voltaire (François Marie Arouet)
Editora: L & M  Pocket
Ano: 1759
Gênero: Romance
Páginas: 144


Pontuação: 4/5

Apreciação:
Acredito ser esta a obra-prima, por ser o título, talvez, mais conhecido do Escritor deste “Conto”. O autor é o escritor, filósofo, dicionarista Voltaire (François Marie Arouet, 1604-1778), nascido e falecido em Paris.

O fato mais importante – que influenciou toda a política das Américas e da Europa - foi a Revolução Francesa, no final do Século XVIII, teve neste escritor um dos pilares mais expressivos para a queda da Bastilha e dos poderes absolutista e religioso da época. Seu “Dicionário Filosófico” foi base antecipada para a atuação daqueles que fizeram a Revolução. Foi ele um dos “Cimos do pensamento humano e uma das glórias mais indiscutíveis da história da inteligência”, segundo se lê na Enciclopédia Barsa.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O ÚLTIMO JURADO


Apreciação por João de Carvalho

Título: O Último Jurado
Autor: John Grisham
Editora: Rocco
Edição: 2004
Páginas: 391



Pontuação: 5/5

Apreciação:

O autor deste best seller americano é o notável escritor várias vezes premiado pela crítica, chegando à vendagem de mais de 100 milhões de exemplares de uma extensa obra, abordando especialmente casos com personagens misteriosas. Como advogado desenvolveu hábitos valiosos de aplicação da lei penal, conseguindo, pelos múltiplos mistérios envolvidos na trama, uma vasta clientela leitora pelo mundo afora. Seus livros foram traduzidos para mais de trinta idiomas mundiais, com enorme aceitação e crítica favorável ao seu desempenho, como autor de conteúdo misterioso, portando atraente.

Entre suas obras constam: A Firma, O Dossiê Pelicano, A Câmara de Gás, A Intimação, O Advogado, O Júri, O Sócio, O Rei das Fraudes, etc.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

AMOR É PROSA, SEXO É POESIA


Apreciação por João de Carvalho

Título: Amor é Prosa
           Sexo é Poesia
Autor: Arnaldo Jabor
Editora: Objetiva
Ano: 2004
Páginas: 197

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Arnaldo Jabor é carioca, advogado, foi crítico de teatro e cineasta. Dirigiu filmes que se tornaram referência no Cinema Nacional, como: Tudo bem, Toda Nudez Será Castigada, Eu Sei Que Vou Te Amar, Eu Te Amo.

Desde a década de noventa é colunista no Estadão e em O Globo. É também colunista do Jornal Nacional. Publicou quatro livros, entre eles: Sanduíches de Realidade, A Invasão das Salsichas Gigantes, pela Editora Objetiva.

Ele define suas crônicas como afetivas. São trinta e seis. Uma linguagem viva, atual, bem elaborada, atraente, forte, direta, sem esconder nenhum mistério. Já li dele o texto: Jurisprudência do Amor!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

NÃO NASCEMOS PRONTOS !


Apreciação por João de Carvalho
 
Título: Não nascemos prontos!
Autor: Mário Sérgio Cortella
Editora: Vozes Nobilis
Edição: 19ª
Página: 134


Pontuação: 5/5

Apreciação:

 Mário Sérgio Cortella, nascido em Londrina – PR, aos 05.03.1954, filósofo, escritor com mestrado em Educação, docente da PUC-SP. É professor convidado da Fundação Dom Cabral. Foi secretário da Educação de São Paulo, tendo sido assessor especial e chefe de gabinete do Professor Paulo Freire. É muito conhecido por entrevistas que dá nas TVs do País. Suas Obras são múltiplas e merecem ser conhecidas.

 É um livro que está na 19ª edição, cujo conteúdo central são provocações filosóficas. É um livro inspirador, com dezenas de belas, oportunas e consistentes citações, sempre adaptadas aos assuntos propostos em cada capítulo. É um livro de agradável leitura, abordando temas de atualidade, provocando sempre uma vontade inspiradora.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

NA MINHA PELE


Resenha por Mara Carvalho

Título: Na Minha Pele
Autor: Lázaro Ramos
Editora: Objetiva
Ano:2017
Páginas: 147

Apreciação: 5/5

Resenha:

“Não há vida com limite preestabelecido. Seu lugar é aquele em que você sonha estar”.

Lázaro Ramos inicia seu livro nos contando de sua infância na ilha  do Paty, na Bahia. Ilha com cerca de 200 habitantes. Vida simples, com poucos recursos,  mas cercada de amor e muita liberdade, uma infância feliz. Nessa época ele não se recorda de perceber o preconceito já que quase todos os moradores eram negros.

O livro não é autobiográfico, mas conta partes da vida do ator.

Suas lembranças de ser o filho da empregada. Empregada, aquela que é “quase da família”, mas que ocupa um ”não lugar”, aquela que “abandona” sua família mas nunca entra na outra, chegou a deixá-lo encucado por vezes.  Brincar com os filhos dos patrões, mas ao mesmo tempo ocupar qual lugar?

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

OS SENTIMENTOS DAS SOMBRAS


Resenha por Mara Carvalho

Título: Os Sentimentos das Sombras
Autora: Bárbara Kristina
Editora: Chiado
Ano:  2018
Página: 246
 
Apreciação:   5/5

Resenha:

Um livro fantástico, muito bem escrito pela jovem escritora Bárbara Kristina.

A história se passa no período medieval, cinco reinos, cinco sentimentos, assim inicia o livro. Os reinos são Asteroidea, Carbunculus, Ignis, Virditas e Ager, neles são apresentados os reis, príncipes, princesas, chefes de exército e outros personagens.

Somente no reino de Asteroidea mulheres faziam parte de posições de destaque, como a Rainha Catarina e sua Chefe Militar Cíntia, uma guerreira órfã prestes a completar 18 anos e pessoa de confiança da rainha.

terça-feira, 31 de julho de 2018

À PRIMEIRA VISTA


Resenha por João de Carvalho
Título: À Primeira Vista
Autora: Alzira Biciate Tolentino
Editora: Fapi Ltda.
Ano:  2007
Página: 79

Pontuação:   5/5

Apreciação:

Alzira Biciate Tolentino nascida num lugarejo chamado Bicuíba, Minas Gerais, mora em Itabirito há quinze anos. Aqui, está o livro que outrora fora só um sonho. Descreve-se como “Um pássaro que chora buscando sua libertação”, sonho, saudade, tempo, terra, amor, tristeza, promessas, despedidas, reencontro, são palavras-chave de sua poesia. “Não se deve buscar longe o que está dentro de nós”, conceitua ela com certeza e emoção.

Na verdade Poesia é ação criadora. A visão da vida e do mundo, através dos olhos do poeta é uma visão completamente nova. O poeta tem sempre a visão virginal das coisas. A poesia vive no íntimo do poeta, escondida e silenciosa, somente ele a sente e ouve. O poeta cria poesia onde quer que viva, como a roseira cria rosas onde quer que floresça. O verso é a forma da poesia. Assim aprendi, um pouco com meu antigo professor de Literatura, Delson Gonçalves Ferreira, da UFMG. Assim concebido, reproduzo os seguintes poemas de Alzira:

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O MULATO


Apreciação por João de Carvalho

Título: O Mulato
Autor: Aluísio de Azevedo
Editora: Martin Claret
Ano:  1909 (1ª publicação)
Página: 278

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo (1857-1913) é maranhense que foi morar no Rio de Janeiro com seu irmão Artur Azevedo, como caricaturista. Retornou à sua terra escrevendo para a Imprensa. Lançou vários livros, entre eles “O Mulato” (1881).

 “O núcleo narrativo deste romance é o caso amoroso entre Raimundo e sua prima Ana Rosa. Surge um obstáculo: o preconceito racial da família da moça e de toda a sociedade maranhense, pois Raimundo é mulato. Ante o impedimento têm atitude oposta: Raimundo recua; Ana Rosa, não. Ousadamente leva o namorado a seduzi-la. O rapaz recobra ânimo e planejam então, a fuga. O projeto malogra, por intervenção de D. Diogo, que já era responsável pela morte do pai de Raimundo, tornando-se agora mandatário da execução do próprio mulato (rapaz). Esta morte recebe a versão generalizada de suicídio. Ana Rosa se desespera ao ver chegar o corpo (cadáver) do amado. Seis anos depois o leitor a descobre, casada com Dias, o executor de Raimundo, mãe de três belos filhinhos.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

UM PASSEIO POR BELO HORIZONTE



















Os “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”: Fernando Tavares Sabino, Hélio Pellegrino, Otto de Oliveira Lara Resende e Paulo Mendes Campos, são um convite a leitura.

Desde 2005 as estátuas dos escritores em bronze, em tamanho natural, estão dispostas em frente a Biblioteca Pública de Minas Gerais,  Belo Horizonte. 

A arte foi intitulada  “Encontro marcado”. Vale a pena ver de perto. Uma sugestão para as férias.

Sugestões de leitura do autores citados:

·   Fernando Tavares Sabino:  “O Encontro Marcado” (1956),  “A marca” (1944) e “A vida Real” (1952) e as crônicas “A cidade vazia” (1950), “O homem nu” (1960) e “A companheira de viagem” (1965).
·     Hélio Pellegrino:  “A palavra escrita” e “Hora do recreio”.
·     Lara Resende: “O lado humano” (1952) e  “Boca do inferno” (1957).
·     Paulo Mendes Campos: ”Lucidez embriagada” e “Minérios domados”


quinta-feira, 12 de julho de 2018

CONTOS


Apreciação por João de Carvalho

Título: Contos
Autor: Machado de Assis
Editora: Melhoramentos
Página: 272

Pontuação: 5/5

Apreciação:

Machado de Assis é o maior escritor da literatura brasileira (1839-1908). Filho de pais humildes. Magro, mulato, franzino e doentio, tinha tudo na medida certa para ser desprezado pela vida em sociedade. Mas, a tudo superou, tornando-se excepcional literato, fundador da Academia Brasileira de Letras e seu presidente.

Foi um gênio da literatura brasileira. Autor de apreciadas obras românticas e realistas. É um verdadeiro dissecador da alma humana. Destaco sua engenhosidade literária através de Dom Casmurro (1900). Entretanto, hoje, vamos apresentar com base no professor Teotônio Marques Filho, pequenas remissões aos “Contos”, resumidamente:

terça-feira, 3 de julho de 2018

O SORRISO DA CIGANA

Resenha por Mara Carvalho

Título: O Sorriso da Cigana
Autor: Luciano Guimarães Pereira
Ano: 2017
Páginas: 124

Apreciação:  5/5

Resenha:

A história fala sobre o Senescal, que servia a um rei jovem.

O Senescal sofria de uma tristeza que não tinha nome. Suspeitava-se que ele havia pisado em uma roseira preguiçosa e ferido seu pé.

“Roseira preguiçosa é uma roseira que sofre de uma doença. Seu caule fica fraco e, ela se deita, crescendo esparramada, cheia de espinhos e incapaz de dar flores.”

Certo dia, ele se depara com uma cigana que lhe esboça um sorriso. Aquele sorriso lhe trouxe uma mudança interior. Aquele sorriso de simples não tinha nada, mas possuía uma força indescritível, a força de vida.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

NIETZSCHE PARA ESTRESSADOS


Apreciação por João de Carvalho
Título: Nietzsche Para Estressados
Autor: Allan Percy
Editora: Sextante
Ano: 2011
Páginas: 109

Pontuação: 4/5

Apreciação: 

 É um livro curto, fácil leitura, gênero autoajuda. São 99 doses de filosofia deste notável escritor alemão, que me fazem lembrar , há muitos anos, do saboroso livrinho de pensamentos, os mais variados e positivos possíveis, que nortearam também a minha juventude, intitulado “Minutos de Sabedoria”, escrito por Carlos Torres Pastorino, em 1966.

No presente livro, escrito por Allan Percy, cada capítulo é iniciado por um dito, um aforisma de Nietzsche (1844-1890). Em geral as pessoas, que desejam uma orientação sadia, não se esquecem destes ensinamentos rápidos condensando a sabedoria do bem viver, quando os leem com o propósito de praticá-los na vida diária.

sábado, 23 de junho de 2018

A CIVILIZAÇÃO DO ESPETÁCULO

Apreciação por João de Carvalho

Título: A Civilização do Espetáculo
Autor: Mário Vargas Llosa
Editora: Objetiva
Ano: 2013
Páginas: 206

Pontuação: 5/5
  
Apreciação: 

É uma obra de um dos mais importantes e destacados escritores da atualidade: Mário Vargas Llosa. Peruano, jornalista, dramaturgo, ensaísta e crítico literário. Recebeu notáveis e valiosos prêmios, inclusive “O Prêmio Nobel de Literatura” em 2010. Seu berço foi em 1936, em Araquipa (Peru).

Agora, destacamos e analisamos seu livro “A Civilização do Espetáculo”, que é uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura, feito com competência, conhecimento e talento. Eis, as palavras introdutórias, autoescritas por este brilhante intelectual:
Este pequeno ensaio não tem a aspiração de aumentar o já elevado número de interpretações sobre a cultura contemporânea, mas fazer constar a metamorfose pela qual passou aquilo que entendia por cultura quando minha geração entrou na escola ou na universidade”.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

EU, PESCADOR DE MIM


Resenha por Simone Carvalho

Título: Eu, pescador de mim
Autor: Wagner Costa
Editora: Moderna
Ano: 2012
Página: 120

Apreciação:   5/5

Resenha:

Uma aventura divertida que nos mostra um adolescente da cidade que sai à procura de seu horizonte no mar. Sai em busca de seus sentimentos mais profundos diante da vida que se apresenta para ele, como um mistério a desvendar. Encontra pessoas de coração cheio de amor pelas águas, que lhes trazem os peixes, que sustentam suas famílias.

Passam dias e noites onde Pepê, o adolescente aprende muita coisa prática, no pequeno barco; e muitas outras coisas que levam ao conhecimento de sua alma de aventureiro.

 É um livro leve, mas ao mesmo tempo, profundo de sentimentos!

 Leia e aprecie uma ótima aventura.


sábado, 2 de junho de 2018

AMAR, VERBO INTRANSITIVO


Resenha por João de Carvalho

Título: Amar, Verbo Intransitivo
Autor: Mário Raul de Morais Andrade
Editora: Via Leitura
Ano 1ª publicação: 1927
Página: 128

Apreciação:   4/5

Resenha:

Mário Raul de Morais Andrade (1893-1945), paulista de nascimento, tornou-se professor e folclorista, musicista, escritor, intelectual, escreveu poesia, ficção, crítica de letras e artes. Tornou-se notável pela organização da Semana de Arte Moderna, em 1922. Literariamente se destaca com a poesia “Pauliceia Desvairada”. Em 1928 publicou “Macunaima” um de seus melhores livros.

Queremos destacar seu romance Modernista intitulado “Amar, Verbo Intransitivo”, cujo enredo pode ser assim descrito, genericamente: Conta a história de um adolescente com a orientação de uma mulher madura, uma alemã instrutora contratada pelo pai do jovem superrecatado. A maior parte da narração se dá na casa de Carlos.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

DE GÊNIO E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO


Resenha por João de Carvalho


Título: De Gênio e Louco Todo mundo tem um pouco
Autor: Augusto José Cury
Editora: Academia
Ano: 2009
Páginas: 206

Apreciação: 5/5

Resenha:

“O conhecimento é a única ferramenta que nos retira da condição de servos do sistema social e nos torna autores da história, pelo menos de nossa história”. Com este pensamento Augusto Cury, na saga “Vendedor de Sonhos”,  e, especialmente neste livro, ora em apreciação, cria dois personagens contando a história :  “Dois loucos e gênios superdivertidos”.

BOQUINHA se considera um grande pensador, dotado de compulsão para falar ou filosofar. Nada controla sua língua.  É o supermaluco Batolomeu, verdadeiro filósofo das ruas.  Assim se vê: “Sou o que sou, uma mente livre, um louco genial”.

O PREFEITO, apelido de Barnabé, era um político de rua, mas que pensava ser um grande político. Fazia discursos, pedia votos, mas não era candidato a nada.