Resenha por João de Carvalho
Autor: Lima
Barreto
Ano de
publicação: 1915
Apreciação:
4/5
Resenha:
Afonso Henrique Lima Barreto (1881-1922) impressiona o
leitor porque teve uma vida difícil, em família. Seu pai, alcoólatra, sabe-se,
morreu louco. Perdera a mãe na sua infância. Enveredou-se este autor pelos
ínvios caminhos do alcoolismo, chegando a ser internado em sanatório, em 1919.
A Escola de Samba GRES Unidos da
Tijuca homenageou-o no seu samba enredo em 1982. “Era ele um mulato pobre, mas
livre!”
Foi simpático ao anarquismo e militante da imprensa
socialista. Foi um crítico severo contra a Velha República.
Escritor que estava além do seu
tempo, com estilo simples, coloquial e fluente abordava e combatia as grandes
injustiças do seu tempo. Denunciou a corrupção da elite brasileira, políticos
da época, o preconceito racial e social, valorizando o povo sofrido dos
subúrbios do Rio de Janeiro sem perspectiva de melhoria de vida.
Baseado nesta visão orienta as
críticas de suas obras, especialmente, em “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”,
que retrata um visionário.
Os personagens são: Adelaide, General Albenaz,
Genelício, Compadre Coleoni, Olga, Ricardo Coração dos Outros, Ismênia, Caldas,
Tenente Fontes, Marechal Floriano e Quaresma. É
um romance de cunho social.
Revela-se um escritor de grande
influência e denúncia contra as elites, sempre privilegiando o subúrbio
carioca.
É um romance realista!
Ele é nacionalista, ingênuo,
quixotesco e idealista, patriota, ufanista, decepcionado com os homens do campo
sem disposição para o trabalho e com os políticos que só alimentavam ambições
pessoais e nada resolviam. Chegou a defender um poder forte e centralizado
(ditadura).
Enfim, este livro é um retrato da
vida suburbana, muito semelhante às atuais periferias das grandes cidades, onde
residem favelados sofridos, vítimas dos crimes organizados, das intervenções
policiais às vezes exageradas, mostrando uma realidade crua e nua de nossos
dias, vítima das drogas, consideradas o mal do século, escravos de uma política
corrupta.
Por isto este livro de Lima Barreto
merece ser lido e sentido o seu grito na defesa do povo sofrido dos subúrbios
(favelas atuais)!
Boa leitura!
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